Quem são os profissionais que ajudam as empresas a ter mais sucesso?

Cofundadora do Nubank conta como são escolhidos os membros de um conselho administrativo e como esses profissionais ajudam as empresas na prática

Conselhos administrativos são uma maneira excelente para empresas aprimorarem processos de governança e gestão, criando um alinhamento entre os membros do board, como se diz em inglês, e os donos ou acionistas da companhia e, assim, gerar melhores resultados e serem o melhor que podem ser.

Em sua coluna em vídeo para a EXAME desta quinzena, Cristina Junqueira explica quem são esses profissionais que fazem parte de  um conselho e quais experiências são consideradas ao selecionar alguém para esse grupo.

O que são conselhos administrativos?

Para falar sobre isso, precisamos começar com o básico. O conselho administrativo é, em essência, um conjunto de especialistas contratados para ajudar a profissionalizar a administração de um negócio. Geralmente, são pessoas que têm mais experiência ou que atuaram em determinado mercado, e seu papel é focado em representar os interesses da organização.

O conselho administrativo é tão importante que é um requisito obrigatório em companhias de capital aberto. Mas muitas empresas privadas também escolhem ter um conselho, justamente pelo valor agregado trazido por essas pessoas. É o caso do Nubank, por exemplo. A verdade é que a criação de um conselho pode trazer benefícios significativos para empreendimentos de qualquer porte, inclusive startups. Nesse sentido, o conselho se torna uma camada a mais de governança corporativa, para qual os gestores da empresa se reportam, o que faz muita diferença no começo de um empreendimento.

O que fazem os membros de um conselho?

Os board members, como são chamados em inglês, têm a responsabilidade de orientar e guiar as estratégias de uma empresa. O objetivo dos conselheiros é estabelecer as melhores práticas de negócio para atingir o mais alto nível de sucesso possível em cada movimento. É uma tarefa grande e por isso é recomendado que essas pessoas tenham experiências e qualificações relevantes e diversas para a companhia.

Aqui no Nubank, por exemplo, temos representantes dos nossos principais investidores e também pessoas com trajetórias impressionantes em diferentes segmentos, tanto no setor financeiro quanto em outras disciplinas. É também fundamental que os conselheiros estejam alinhados com a cultura da empresa que representam, claro.

Como compor o conselho?

Para as empresas que levam o conselho administrativo a sério, o caminho para essa composição é como um processo seletivo mesmo, avaliando experiência e trajetória dos candidatos. Não existe uma fórmula única para compor um bom conselho ou então exigência de um currículo específico para ocupar este tipo de cargo. A principal ideia é que sejam pessoas que já enfrentaram desafios similares ao que a empresa vive hoje ou que enfrentará em um futuro próximo, trazendo uma perspectiva singular do que é necessário para lidar com a situação.

O objetivo é ter um grupo bastante diverso, em que cada indivíduo traga uma perspectiva diferente do outro. É assim também que pensamos quando vamos montar um time internamente. Por exemplo, se você tem uma equipe de cinco pessoas e todas pensam da mesma forma, vieram dos mesmos lugares e têm uma experiência parecida, a probabilidade é que as contribuições também sejam muito similares e não complementares, como deveriam ser.

Aqui, é importante dizer que experiência não é sinônimo de idade. Uma pessoa jovem, mas que já tenha uma experiência rica e super relevante, pode ser uma excelente opção de conselheira. O essencial é pensar nessa pluralidade, que é fundamental para o sucesso de qualquer negócio.

Também há uma conversa muito relevante atualmente sobre a presença de mulheres nos conselhos administrativos. Sabemos que a diversidade no mundo corporativo em geral é muito desafiadora e por isso existe um movimento para aumentar a representatividade feminina nos boards. Essa movimentação é como um primeiro passo para que as iniciativas de D&I (Diversidade e Inclusão) venham da liderança das empresas.

Aqui no Brasil, são pouquíssimas as mulheres com posições em conselhos. Eu já estive no conselho de uma empresa de capital aberto, mas ainda é algo que precisa ser muito incentivado, não só a equidade de gênero, como todas as diversidades, para que a gente de fato veja a pluralidade de pensamentos sendo aplicada nas estratégias das empresas.

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