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Trigo: cotações internas e externas estão em baixa

No Brasil, o preço baixo se deve à quantidade de trigo disponível no mercado interno. Já no cenário internacional, a safra dos EUA e rotas alternativas contribuem para o movimento de queda

Colheita de trigo em uma fazenda próxima de Brasília (Adriano Machado/Bloomberg)

Colheita de trigo em uma fazenda próxima de Brasília (Adriano Machado/Bloomberg)

Da Redação
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Redação Exame

Publicado em 8 de agosto de 2023 às 18h27.

Última atualização em 11 de agosto de 2023 às 11h48.

Desde o fim do Acordo de Grãos, em 17 de julho, a cadeia do trigo tem enfrentado muita volatilidade. No final de julho, as cotações estiveram elevadas no cenário internacional, mas pouco influenciaram no Brasil. Agora, os valores do grão estão em queda tanto no mercado interno quanto externo, de acordo com o levantamento feito pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo o Cepea, no mercado brasileiro, os preços também foram influenciados pela elevada disponibilidade de trigo no país, a compra pontual da commodity por parte de moinhos e a expectativa de boa safra neste ano.

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De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), 99,7% das lavouras de trigo do Brasil já haviam sido semeadas até o dia 29 de julho, dentro da janela prevista.

Mercado internacional

A avaliação do Cepea quanto ao cenário internacional mostra que o movimento baixista é atribuído ao progresso da colheita nos Estados Unidos e ao alto volume exportado pela Rússia.

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Já a consultoria hEDGEpoint Global Markets acredita que os baixos preços do trigo no mercado internacional sejam por causa da crença de que as rotas alternativas irão abastecer os destinos do trigo ucraniano.

“Enquanto ainda houver fluxo no Rio Danúbio e nos portos russos, não deveria haver muita alta nos preços", explica Alef Dias, analista de grãos e macroeconomia da Global Markets.

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