Apps para vender desapegos: veja as opções mais seguras para transformar o que está parado em dinheiro (Leandro Fonseca/Exame)
Colaboradora
Publicado em 2 de setembro de 2026 às 16h16.
Vender um item usado pela internet pode ser um grande desafio, considerando os golpes que são aplicados hoje em dia. Comprovante falso de Pix, pedido para sair da plataforma, Pix agendado que nunca compensa, "motoboy que vai buscar" sem pagamento confirmado: novos esquemas surgem a cada dia e, com isso, cresce o medo de se tornar uma vítima.
Os apps para vender o que não usa mais variam em modelo de negócio e nível de proteção. Nenhum elimina fraudes por completo, mas as plataformas que mantêm pagamento e envio dentro do próprio ambiente reduzem o risco e costumam compensar para itens de valor médio ou alto. A seleção a seguir considerou quatro critérios:
Mercado Livre
O Mercado Livre é indicado para quem quer vender eletrônicos, videogames, acessórios de informática, itens de coleção e objetos que podem ser despachados pelos Correios ou pela logística da plataforma. O diferencial está no Mercado Pago, que retém o valor até a confirmação de entrega, e no Mercado Envios, que gera etiqueta de postagem com rastreio — os dois mecanismos eliminam a necessidade de negociar Pix e frete por fora com desconhecidos. A comissão varia de 10% a 19% conforme a categoria e o tipo de anúncio (Clássico ou Premium), com tarifa adicional para produtos abaixo de R$ 79, calculada por peso e dimensão da embalagem desde março de 2026. Não há mensalidade obrigatória para quem vende de forma ocasional.
A OLX funciona para diversos tipos de vendas, inclusive de objetos pesados, nos quais a retirada presencial faz mais sentido do que o envio. Sofás, geladeiras, bicicletas, máquinas de lavar e ferramentas encontram compradores com rapidez na plataforma, já que a base de usuários concentra procura local. O anúncio básico é gratuito dentro do limite da categoria, sem comissão sobre vendas negociadas de forma direta. Para quem prefere segurança extra, a Garantia da OLX (antigo OLX Pay) oferece pagamento intermediado e envio por parceiro logístico em categorias elegíveis.
Facebook Marketplace (Shutterstock)
O Marketplace aproveita a audiência local do Facebook para conectar vendedor e comprador no mesmo município, sem exigir app adicional e sem cobrar comissão sobre a venda orgânica. É uma boa vitrine para itens volumosos e lotes de desapego de valor baixo ou médio, com potencial de venda no mesmo dia. Em compensação, a plataforma não oferece pagamento intermediado tão robusto quanto o do Mercado Livre ou do Enjoei — o checkout com entrega não está disponível em todas as localidades, e muitas negociações dependem de contato direto.
O Enjoei é o app mais adequado para roupas, bolsas, calçados, acessórios e peças de marcas conhecidas. A plataforma reúne um público que já busca moda usada, o que aumenta a chance de venda para itens com apelo visual e boa conservação. O fluxo integra pagamento intermediado e envio com etiqueta gerada pelo app, além de modalidade de envio protegido com cobertura de até R$ 3.000 em caso de extravio. O custo aparece após a venda: no modo Clássico, a comissão é de 12% mais tarifa fixa; no Turbinado, sobe para 18% mais tarifa fixa. O valor da tarifa fixa varia conforme o preço da peça e o tempo de publicação. O crédito ao vendedor é liberado em 15 dias corridos a partir do pagamento, após oito dias da confirmação de entrega.
A Trocafone elimina a parte mais trabalhosa de vender um celular usado: anunciar, responder mensagens, negociar preço e correr risco de golpe. Em vez disso, a empresa faz uma proposta de compra com base no modelo e no estado do aparelho. Se o vendedor aceitar, envia o smartphone (com frete gratuito, segundo a página de venda da empresa) e recebe o pagamento após a avaliação técnica confirmar as condições informadas. Não há taxa de anúncio nem comissão separada — o "custo" está no valor oferecido, que tende a ser menor do que o de uma venda direta, já que a empresa assume a revenda e a garantia.