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Google Earth ajuda na descoberta de hominídeo ancestral

Pesquisadores conseguiram identificar depósitos de fósseis nas imagens de satélite disponíveis no software

Fóssil foi encontrado no chamado Berço da Humanidade, a cerca de 40 quilômetros da capital Joanesburgo

Fóssil foi encontrado no chamado Berço da Humanidade, a cerca de 40 quilômetros da capital Joanesburgo

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Célio Yano

8 de abril de 2010, 13h49

São Paulo - Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Witwatersrand, na África do Sul, anunciou hoje, dia 8, a descoberta de um fóssil de uma nova espécie de hominídeo, batizada Autralopithecus sediba. Os restos mortais desse nosso ancestral, de aproximadamente 2 milhões de anos, foram encontrados com ajuda do Google Earth, na região chamada de Berço da Humanidade, a cerca de 40 quilômetros da capital Joanesburgo.

De acordo com o Google, que considera o feito como "a mais significante descoberta paleoantropológica dos últimos tempos", o paleontólogo Lee Berger utilizou a ferramenta em pelo menos dois momentos distintos do projeto. Berger lançou mão do Google Earth para mapear as diversas cavernas e depósitos fósseis já identificados para compartilhar com outros cientistas. A partir daí, ele aprendeu a reconhecer como as cavernas e depósitos fósseis aparecem nas imagens de satélite e conseguiu localizar novas áreas que poderiam ser investigadas.

No início do estudo, em março de 2008, havia cerca de 130 cavernas conhecidas e aproximadamente 20 depósitos fósseis. Com o auxílio do Google Earth, os pesquisadores encontraram outras 500 áreas que não haviam sido identificadas.

Em um dos sítios investigados, os cientistas encontraram o fóssil da nova espécie, que andava sobre dois pés e guardava semelhanças físicas com outras espécies do gênero Homo.