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Dados divulgados pela Administração Geral de Alfândega em 18 de novembro mostraram que a China exportou 642 milhões de unidades de celulares nos primeiros dez meses de 2023, uma queda de 6,4% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Em 2015, com 1,34 bilhão de unidades exportadas, as exportações de celulares da China aumentaram 2,4% em relação ao ano de 2014. O ano de 2015 foi o ano em que as exportações de telefones da China atingiram um auge, porém as exportações vêm caindo sucessivamente, chegando a 822 milhões de unidades em 2022. Isso significa que as exportações em 2022 caíram 521 milhões de unidades em relação a 2015.

Diminuição de demanda global

Dados da Administração Geral de Alfândega da China mostraram que 81,11 milhões de unidades foram exportadas em outubro deste ano, um aumento de cerca de 10% em relação ao mesmo período do ano anterior. No entanto, o número total de exportações nos primeiros dez meses deste ano ainda estava em queda em relação ao mesmo período do ano anterior.

A China é a maior base de fabricação e exportação de telefones celulares no mundo, e um dos principais motivos para o declínio contínuo das exportações de telefones celulares nos últimos anos é a desaceleração do consumo global de smartphones.

O volume de remessa global de smartphones atingiu o pico em 2017. O mercado global de smartphones teve um aumento de 2% no volume de remessa anual para 1,55 bilhão de unidades em 2017, com o primeiro declínio acontecendo em 2018, seguido de declínios anuais em 2019 e 2020, e volume de remessas de 1,2 bilhão de unidades em 2022, de acordo com a empresa de pesquisa de mercado Counterpoint.

A inovação em smartphones chegou a um gargalo, disse Gao Shiwang, diretor e porta-voz da Câmara de Comércio da China para Importação e Exportação de Máquinas e Produtos Eletrônicos, ele acrescenta que isso está afetando em parte o entusiasmo dos consumidores para comprar. Além disso, o tempo que os consumidores levam para trocar seus telefones está aumentando, o que fez a demanda por smartphones atingir o topo em escala global. Isso se reflete nos principais mercados consumidores de telefones celulares do mundo.

O mercado doméstico de smartphones da China atingiu o pico um pouco antes. Em 2016, o volume de remessas de smartphones da China atingiu o recorde histórico de 465 milhões de unidades e, em seguida, o mercado sofreu com pressão de queda. Em 2022, o volume de remessas domésticas de telefones celulares da China foi inferior a 280 milhões de unidades, o que representou a maior queda em uma década.

Vários dos principais mercados de smartphones no exterior também estão sob pressão de contração este ano. De acordo com os dados da Canalys e da Counterpoint, no segundo trimestre deste ano, o volume de remessas de smartphones no Sudeste Asiático foi de 20,9 milhões de unidades, uma queda de 15% em relação ao mesmo período do ano anterior, e essa tendência de queda já estava acontecendo por seis trimestres consecutivos.

O mercado indiano de smartphones que estava com anos de crescimento também parecem estar em baixa, com o volume de remessas de 36,1 milhões de unidades, uma queda de 1% em relação ao mesmo período do ano anterior, o que significa quatro trimestres consecutivos de quedas. Durante o segundo trimestre desse ano, o volume das remessas do mercado da América Latina caiu 15,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. As remessas para o mercado europeu caíram 12% em relação ao mesmo período do ano anterior, atingindo o nível mais baixo em 11 anos.

No terceiro trimestre deste ano, o mercado global de smartphones caiu 1% em relação ao ano anterior, seis trimestres consecutivos de queda em relação aos mesmos períodos do ano anterior, alguns mercados regionais se recuperaram, mas a demanda geral ainda é fraca. Entre eles, o volume das remessas para os EUA caiu 5% em relação ao mesmo período do ano anterior, o volume das remessas para a Índia caiu 3% em relação ao mesmo período do ano anterior e o mercado latino-americano cresceu 11% em relação ao mesmo período do ano anterior.

No terceiro trimestre, o volume de remessas dos fabricantes nacionais de telefones celulares nos principais mercados estrangeiros têm ambos aumentos e diminuições. Entre eles, o volume de remessas da Xiaomi cresceu ano a ano na América Latina e na África, mas diminuiu na Europa Ocidental e na Índia em relação ao mesmo período do ano passado. A OPPO registrou crescimento na África, mas diminuiu na Índia em relação ao mesmo período do ano passado. Já a Vivo também registrou queda na Índia em relação ao mesmo período do ano passado.

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