Caixa vai ampliar suspensão do pagamento de prestações imobiliárias

O adiamento já era possível por 120 dias, mas a tendência é que passe a valer por seis meses

O presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, disse, nesta terça-feira, em entrevista ao Gaúcha Atualidade, que o banco vai ampliar o prazo de pausa no pagamento das prestações dos financiamentos habitacionais. Por conta da pandemia do novo coronavírus e da crise econômica desencadeada, já era possível adiar por 120 dias, mas a tendência é que a suspensão passe a valer por seis meses.

“A Caixa nunca lucrou tanto e ajudou tanto a população. Esse é o equilíbrio entre ser um banco social e um banco que ganhe dinheiro para poder fazer uma pausa de seis meses que nenhum outro banco tem. Há uma conversa muito próxima de anúncio. Se a crise continua muito forte, vocês já sabem a resposta… vai aumentar a pausa” — afirmou Guimararães no programa.

Segundo ele, a decisão de aumentar o prazo de suspensão dos pagamentos já foi tomada e aprovada internamene. Mas o anúncio oficial ainda depende de uma conversa com o presidente Jair Bolsonaro, embora, segundo o próprio, a etapa não seja necessária.

Inicialmente, a Caixa pausou os pagamentos de financimentos habitacionais por dois meses. Mas o prazo foi aumentado para três e quatro meses, posteriormente.

“A quem tiver qualquer dificuldade, sugerimos pausar, pois você vai pagar zero. Quem não tiver dificuldade, não pause, pois a pausa é uma postergação do pagamento. Você não vai pagar tudo de uma vez após a pausa. Vai colocar esses quatro meses de pausa no tempo que resta de financiamento. Na maioria das vezes, aumenta até R$ 50, muito pouco” — orienta o presidente da Caixa.

Entre 5,5 milhões de famílias que possuem crédito imobiliário com Caixa, 2,4 milhões aderiram à suspensão de pagamento das prestações. A medida faz parte de um pacote maior de decisões, tomadas também para aliviar o setor de construção civil.

“Tomamos uma série de medidas para (ajudar) esse segmento, que é crucial para o Brasil. Além dessa pausa (nos pagamentos dos financiamentos), realizamos a oferta de uma carência de seis meses para novas aquisições. Mais de 31 mil empreendimentos já foram incluídos. Estamos fazendo o financiamento das custas de cartório e despesa de ITBI, o que chega a 5% do total do custo (da compra de um imóvel). E o registro de escrituras para contratos de pessoas físicas em imóveis foi agilizado: de 45 dias para 4 dias. Então, além de reduzir custo e aumentar prazo pra pagar, estamos melhorando o processo”.

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