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Como o SUS chega aos moradores da floresta

Iniciativa de organização não governamental, com apoio de empresas, leva tele saúde para comunidades ribeirinhas e indígenas
Cerca de 5,6 mil pessoas que vivem distantes dos serviços de saúde dos centros urbanos foram beneficiadas pelo projeto “SUS na Floresta”. (Divulgação/JBS)
Cerca de 5,6 mil pessoas que vivem distantes dos serviços de saúde dos centros urbanos foram beneficiadas pelo projeto “SUS na Floresta”. (Divulgação/JBS)
Por Da RedaçãoPublicado em 29/03/2022 09:00 | Última atualização em 29/03/2022 08:21Tempo de Leitura: 3 min de leitura

As regiões mais remotas e de difícil acesso da região Amazônica enfrentam um desafio quando o assunto é saúde. A dificuldade de encontrar profissionais comprometidos com a atenção básica dispostos a atuar na região é antiga e, com a pandemia, se tornou ainda mais complicado atender presencialmente as comunidades tradicionais.

Nesse contexto, a Fundação da Amazônia Sustentável (FAS), uma organização não governamental que atua na região há 14 anos, tem reunido esforços para promover a modalidade de tele saúde para as comunidades locais. A ação resultou em conexão à internet, computadores e suporte de placas de energia fotovoltaicas que permitiram às populações ribeirinhas terem acesso a atendimento médico online e gratuito. No total, cerca de 5,6 mil pessoas que vivem distantes dos serviços de saúde dos centros urbanos foram beneficiadas pelo projeto “SUS na Floresta”.

A JBS, uma das parceiras dessa iniciativa, doou R$ 2 milhões para ações de saúde no combate à pandemia e em ações de saúde no Amazonas. Os recursos, doados pelo programa Fazer o Bem Faz Bem, foram destinados à operação de 62 postos de tele saúde para comunidades rurais do Amazonas, totalizando 25 municípios atendidos. A doação contempla também a formação de agentes de saúde, por meio da realização de cursos para formação a distância, de 150 instrutores em temas de saúde, higiene e segurança alimentar. Serão formados também 55 agentes comunitários e indígenas para atender as comunidades remotas e outros 25 agentes comunitários de saúde serão capacitados para atendimentos de saúde materno-infantil.

Além disso, os recursos contribuirão para facilitar o acesso aos serviços de transporte de urgência e emergência nas sedes municipais por meio da disponibilização de oito mil litros de combustível para o transporte emergencial de “ambulanchas” – canoas de alumínio equipadas com macas, necessárias para o transporte de pacientes por rios e igarapés e usadas pelos agentes comunitários de saúde para visitar as famílias da região – em 20 comunidades rurais.

“Além de oferecer atendimento de saúde à população nesse momento tão delicado que enfrentamos, o projeto deixa um legado permanente para as comunidades, que contam com pouco acesso a serviços de saúde”, afirma Fernando Meller, gestor do programa Fazer o Bem Faz Bem.

O apoio da JBS ainda promove articulação com municípios estratégicos do Amazonas para o fortalecimento da implementação do SUS na região, com o desenvolvimento de nove planos de ação para atuação. Além de contribuir no aprimoramento de políticas públicas de saúde para as pessoas que residem nas áreas remotas.

SUS na Floresta

O projeto da FAS chamado de SUS na Floresta se propõe a investigar e propor soluções e serviços em saúde conectados às necessidades das populações amazônicas – resgatando práticas preventivas e tratativas que incorporam suas tradições, seus saberes, suas identidades e que promovem o bem-estar de pessoas, comunidades e territórios.

Dessa forma, além de fazer um levantamento do cenário da saúde ribeirinha e indígena que permite avaliar os desafios enfrentados pelas equipes de saúde e pelos usuários da região, os pesquisadores do projeto estudam sobre plantas medicinais e sistemas alimentares de populações indígenas e ribeirinhas e propõem ações para melhoria do funcionamento do SUS para a população da floresta, além de gerar guias de saúde para populações ribeirinhas e indígenas.

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