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O novo normal

Para Fernando Schüler, do Insper, a instabilidade e o barulho são fenômenos das democracias digitais
 (Estadão Conteúdo/Silvana Garzaro)
(Estadão Conteúdo/Silvana Garzaro)
Por Fabiane StefanoPublicado em 04/06/2020 05:00 | Última atualização em 12/02/2021 12:53Tempo de Leitura: 3 min de leitura

O cientista político Fernando Schüler, professor na escola de negócios Insper, acredita que a escalada de manifestações que estão ocorrendo no Brasil e no mundo seja resultado de um fenômeno da democracia e da tecnologia. “O custo de mobilização das pessoas caiu e ficou muito baixo. Há um efeito de contágio, em que movimentos que começam micro se transformam em macro, em que se questiona tudo: a sociedade, a discriminação, a democracia, o governo, o sistema como um todo.” Leia trechos das entrevista que Schüler concedeu à EXAME.

Por que há um aumento no número de manifestações aqui e no exterior?
Os protestos marcam a emergência do que chamo de quinto poder. É um poder de maiorias difusas, mobilizadas através de meios digitais. Essas manifestações aconteceram no Chile, na Bolívia e mesmo no Brasil, em 2013. E agora nos Estados Unidos. Por vezes, essas manifestações são mais pacíficas; e por vezes, mais violentas. Elas têm elementos em comum: não há lideranças estruturadas e partem de uma onda de indignação muito forte. Há uma escalada de passionalidade, de engajamento, e aí há um risco muito forte de violência.

A pandemia colabora para essa escalada da ansiedade social?
A pandemia afeta em várias frentes. As pessoas por um bom tempo tiveram muita restrição de contato pessoal e passaram a interagir com a sociedade apenas pela internet. Então, houve um processo acentuado de tribalização. E o ambiente digital é mais radicalizado do que a base da sociedade. Isso é uma característica das democracias digitais. O novo normal é a instabilidade, é o barulho, é o fato de que milhões de pessoas estão fazendo uso da palavra, quando 30 anos atrás eram milhares de pessoas.

A polarização política contribui para termos situações como essas?
Estamos no meio de uma pandemia, que é a maior crise humanitária da história do Brasil, e há uma oposição tentando derrubar o presidente da República, e o presidente da República com um discurso agressivo, pouco afeito a negociação e mirando as eleições de 2022, enfim, apostando em mais polarização. Diria que nós temos um sistema político que se mostrou infantil e imaturo, que não está à altura desta crise. No mundo econômico, as pessoas querem dinheiro, riqueza, estabilidade e paz. Só que o sistema político vive num mundo paralelo. É lamentável. O Brasil tem mostrado nesta pandemia um enorme déficit de liderança política.