Revista Exame

O Brasil que não para

Na prática, independentemente da pandemia, muitos setores da economia considerados essenciais no país continuam operando

Colheita de soja em Mato Grosso do Sul: a chuva não ajudou, mas a safra já tem comprador certo  (Alexis Prappas/Exame)

Colheita de soja em Mato Grosso do Sul: a chuva não ajudou, mas a safra já tem comprador certo (Alexis Prappas/Exame)

Um dos motivos dos atritos do presidente Jair Bolsonaro com o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, demitido no dia 16 de abril, dizia respeito à extensão das medidas de distanciamento social para enfrentar a pandemia do novo coronavírus. Mandetta defendia o isolamento horizontal — para toda a população —, diferentemente de Bolsonaro, que quer a manutenção da quarentena apenas para as pessoas do grupo de maior risco, como os idosos e os doentes crônicos. O argumento do presidente é que é necessário voltar o mais rápido possível à “normalidade”, com a reabertura do comércio e a retomada das aulas nas escolas, para evitar uma crise econômica mais grave. Na prática, porém, independentemente da pandemia, muitos setores da economia considerados essenciais no país continuam operando, alguns em ritmo mais lento, outros a plena carga. Um dos exemplos mais notórios é o agronegócio, que está colhendo neste ano a maior safra de grãos da história do país — quase 252 milhões de toneladas, 10 milhões acima da safra passada. Transporte, siderurgia, bens de consumo, construção, varejo, papel e celulose são outros exemplos de setores que não deixaram de funcionar. A seguir, algumas empresas que, apesar das dificuldades, continuam fazendo a economia girar. Todas elas afirmam estar seguindo os protocolos de segurança para preservar a saúde de seus empregados. As fotos foram feitas na terceira semana de abril.

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