Pandemia deve tornar investidores mais rigorosos com diversidade

Como resposta, empresas reforçam comitês de gestão e começam a priorizar pautas de inclusão

A pandemia de covid-19, a crise econômica e algumas tragédias humanas estão forçando as companhias a aprimorar seus órgãos de apoio à liderança, como os conselhos de administração. Se antes muitos se viam esporadicamente e cuidavam apenas de referendar as decisões da diretoria executiva, agora são convocados a uma participação mais efetiva no dia a dia das empresas. Por causa da inédita incerteza que tomou conta do planeta, diversos conselhos passaram a se reunir todos os dias para discutir medidas emergenciais para garantir a sobrevivência do negócio. Virtualmente, é claro.

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Caiu um tabu: os encontros à distância passaram a ser mais bem-aceitos, o que facilita a troca de ideias. Uma tendência que ganha força é a criação de comitês externos para trabalhar pautas específicas, como a diversidade. Na fabricante de bebidas Ambev, foi estruturado em julho um comitê de diversidade racial com quatro especialistas para, junto com os executivos da companhia, definir compromissos e um plano de ação. Em novembro, após a morte de João Alberto Silveira Freitas, o varejista Carrefour anunciou um comitê independente com nove especialistas para propor e cobrar práticas antirracistas.

“A crise influencia muito a gestão dos conselhos e comitês porque as empresas precisam ainda mais de novos olhares e experiências. Não basta ter um grupo formado por pessoas parecidas, com muitos anos de experiência no mercado em que a empresa atua. É preciso diversificar, focar transformação digital, compliance e pessoas. A companhia que não fizer isso estará fadada a acabar”, diz Sofia Esteves, fundadora do Grupo Cia de Talentos. A cobrança só deve aumentar. A bolsa de valores americana Nasdaq acaba de propor novas regras de listagem, exigindo que as empresas divulguem com mais clareza os dados de diversidade no conselho de administração.

Iniciativas para aumentar a presença de mulheres também estão crescendo. No Brasil, as executivas ocupam só 8,6% dos assentos nos conselhos. “Sabemos que os conselhos de administração são pouco diversos, e os comitês externos apontam um caminho”, diz Ricardo Sales, sócio-fundador da Mais Diversidade.


 (Publicidade/Exame)

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