Revista Exame

Elegância na taça

Uma seleção de rótulos do grupo LVMH que remetem a celebrações no dia a dia

Rótulos do grupo LVMH: celebrações no dia a dia (Divulgação/Divulgação)

Rótulos do grupo LVMH: celebrações no dia a dia (Divulgação/Divulgação)

Ivan Padilla
Ivan Padilla

Editor de Casual e Especiais

Publicado em 10 de outubro de 2023 às 06h00.

Whispering Angel

Controlado pela LVMH desde 2019, o Château d’Esclans, em Provence, na França, deve boa parte de sua fama ao Whispering Angel. É um rosé que virou referência mundial no segmento. Mescla uvas grenache, cinsault e rolle (vermentino) e exibe a coloração agradável e elegante dos melhores vinhos do gênero. Virou sinônimo de momentos na praia ou na beira da piscina.

Numanthia

O nome da vinícola espanhola remonta à sede de poder dos antigos romanos e à coragem de uma população. Em 134 a.C., os primeiros resolveram dominar a cidade de Numancia (que hoje corresponde a um território ao norte de Madri). Os habitantes dessa localidade, porém, não só resistiram como preferiram perder a vida a se darem por vencidos. Os três únicos rótulos são marcados pela elegância, pela estrutura e os sabores intensos de uva tinta de toro.

Cloudy Bay (Sauvignon Blanc)

A vinícola ajudou a colocar a Nova Zelândia no mapa dos grandes produtores de vinhos e a associá-la, principalmente, aos sauvignons blancs. O da Cloudy Bay honra as características marcantes do terroir da região de Marlbo­rough. A safra de 2022 combina notas cítricas e de maracujá, também perceptíveis em boca.

Cloudy Bay (Pinot noir)

É o vinho perfeito para tomar quando você não sabe o que será servido no jantar. Eis como a Cloudy Bay apresenta este tinto versátil, perfumado e gastronômico. Uma análise olfativa traz à tona aroma de pétalas de rosa, cerejas escuras e amoras. Na boca, é impossível não pensar em amoras e morangos silvestres.

Terrazas de los Andes Reserva (Cabernet Sauvignon)

A vinícola se especializou em fazer vinhos de altitude — mais exatamente nos lugares mais remotos da Cordilheira dos Andes em Mendoza, na Argentina. O Reserva Cabernet Sauvignon combina mais de 25 parcelas de três vinhedos de alta altitude em transição para o orgânico.

Terrazas de los Andes Reserva (Syrah)

É produzido com uvas colhidas na propriedade El Yaima, localizada na região vinícola de Eugenio Bustos, no Vale do Uco, a 1.000 metros do nível do mar. Ao mesmo tempo equilibrado e encorpado, o vinho combina aromas de frutas frescas e notas sutis de couro e especiarias.

Terrazas de los Andes (Malbec)

Sinônimo de Mendoza, a uva malbec é muito bem representada por este tinto repleto de intensidade aromática. Fresco e frutado, é feito com variedades colhidas no Vale do Uco e em Luján de Cuyo.


Qualidade em vez de quantidade

Responsável pelo portfólio de vinhos tranquilos da Moët Hennessy, Mateus Turner fala sobre a ascensão dos vinhos frescos

Mateus Turner: menos regras e protocolos na hora de beber (Divulgação/Divulgação)

O que todos os vinhos da LVMH têm em comum?

Eu diria que a busca pela máxima qualidade e diferenciação de marca. Eles têm valor agregado, história ou potencial para serem referência em suas categorias. O senso comum não é algo que a Moët ­Hennessy busca em seu portfólio. Pelo contrário. Sempre estimulamos as casas a abraçar diferentes territórios, conceitos e a ter identidade própria.

Do que os consumidores dos vinhos do grupo não abrem mão ao abrir uma garrafa?

Da qualidade do líquido em si. Independentemente da marca, o vinho tem de ser bom.

Os vinhos amadeirados estão com os dias contados?

O mundo do vinho está em constante evolução, como na moda, na arte etc. No contexto atual, os vinhos mais frescos, com maior expressão da fruta e do terroir, estão ganhando mais espaço do que os mais potentes, com muita madeira. Mas sempre digo que a madeira não é o problema. O problema é a falta de acidez.

Qual é a importância dos rosés para atrair os mais jovens para o mundo dos vinhos?

Esses vinhos são muito importantes, especialmente em países tropicais. São grandes “recrutadores” e consumidos em momentos mais descontraídos e ao ar livre. Os rosés têm ganhado cada vez mais espaço e viraram uma tendência na qual a Moët Hennessy investe muito, principalmente na região de Provence, no sul da França, uma referência no assunto. O grupo já tem três renomadas vinícolas na região, o Château Galloupet, o Château d’Esclans, que produz o famoso Whispering Angel, e o Château Minuty.

Dos mitos associados ao mundo do vinho, qual mais incomoda você?

Regras do tipo: champanhe é só para dias especiais; vinho branco é para peixes e dias quentes; carne vermelha é só com vinho tinto encorpado. Tudo isso restringe e dificulta a democratização do vinho. Acredito que podemos beber um belo vinho branco com carne vermelha e que champanhe pode ser bebido no dia a dia, e com carne de porco fica até melhor. Defendo menos regras e protocolos no mundo do vinho.

Que tendências relacionadas ao mundo do vinho deixam você mais animado?

A tendência de beber menos, porém priorizando vinhos de mais qualidade, é a que mais me deixa animado. Outra tendência são os vinhos mais frescos, com boa acidez e macios, e mais elegantes, como os brancos e os rosés.

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