Revista Exame

Com marketplace e uso de IA, startup MeuChope quer ser Mercado Livre das cervejarias

O capixaba Augusto Sato criou um negócio de 10 milhões de reais com uso de inteligência artificial em cervejarias

Augusto Sato, do MeuChope: dados para facilitar a expansão de microcervejarias (Divulgação/Divulgação)

Augusto Sato, do MeuChope: dados para facilitar a expansão de microcervejarias (Divulgação/Divulgação)

Maria Clara Dias
Maria Clara Dias

Repórter de Negócios e PME

Publicado em 16 de fevereiro de 2023 às 06h00.

Priorizar nos meus resultados Google

Negócios de nicho costumam enfrentar muitos dilemas antes de virar produtos de massa. Faz sentido mudar o produto ou serviço para atingir um público mais amplo? Como adequar o volume da produção para evitar rupturas e, ao mesmo tempo, minimizar o risco de a oferta encalhar na gôndola?

O capixaba Augusto Sato aproveitou a experiência de duas décadas na organização de eventos para abrir um negócio dedicado a ajudar empreendedores de pequenas cervejarias e choperias a sair do nicho e conquistar mercados.

Sato é fundador do ­MeuChope, um marketplace dedicado a aproximar microcervejarias e distribuidoras de bebidas, donos de supermercado e outros varejistas. “Somos como um Mercado Livre, só que somente para o mercado cervejeiro”, diz ele.


De gelada, só a cerveja

Com destaque para o Carnaval, a volta dos grandes eventos é oportunidade para empresas de entretenimento e fabricantes de bebidas alcoólicas

54% dos consumidores vão frequentar blocos de rua, assistir a escolas de samba, viajar e ir a shows

40% dos consumidores pretendem consumir bebidas alcoólicas no Carnaval

Fonte: Hazo.app.


Para além de dar um canal de vendas de alcance nacional a empresas até então acostumadas a vender apenas para amigos, vizinhos e demais clientes das redondezas, o MeuChope mais recentemente passou a desenvolver tecnologias úteis para donos de cervejarias. Entre elas está uma plataforma responsável por automatizar as torneiras de chopeiras por meio de um dispositivo dotado de inteligência artificial.

Com a tecnologia, plugada a todo tipo de chopeiras, barris e até mesmo carrinhos de vendedores ambulantes, consumidores podem pagar por suas cervejas via Pix em aplicativos bancários e então fazer seu autosserviço, sem a necessidade de atendimento por vendedores. “Eliminamos o famoso cartãozinho de bar”, diz.

Com a tecnologia das válvulas autônomas, a ideia ganha corpo com o uso de dados: o MeuChope também gera relatórios para que empreendedores acompanhem, em tempo real, métricas como horários com maior demanda de consumo. A ideia é antever aumentos súbitos na demanda, como o Carnaval.

"“Ao criar uma alternativa a esses pequenos empreendedores, eliminamos a necessidade de contratações temporárias para o período.” "Augusto Sato, fundador da MeuChope

Em 2023, a startup prevê também atender organizadores de grandes eventos a fim de levar as torneiras autônomas para o grande público. A startup prevê receita de 10 milhões de reais em 2023, cinco vezes o resultado de 2022.

Acompanhe tudo sobre:StartupsCarnavalPMEs

Mais de Revista Exame

Calor? Que calor?

De volta à pista: Tembici capta R$ 340 milhões para comprar 85 mil bicicletas elétricas

Relógios de quartzo viram tendência e perdem o estigma de vilão entre colecionadores

Defesa sob pressão: Zelensky troca comando da guerra para enfrentar avanço russo