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Galena: US$ 16,7 mi para turbinar educação e colocar jovens em startups

Edtech fundada por Guilherme Luz e Eduardo Mufarej, da GK Ventures, concluiu série A para expandir programa de qualificação profissional para alunos de escolas públicas
Guilherme Luz e Eduardo Mufarej, fundadores da Galena: US$ 16,7 milhões em série A para expandir empregabilidade de jovens (Divulgação/Galena)
Guilherme Luz e Eduardo Mufarej, fundadores da Galena: US$ 16,7 milhões em série A para expandir empregabilidade de jovens (Divulgação/Galena)
Por Maria Clara DiasPublicado em 13/04/2022 06:00 | Última atualização em 13/04/2022 15:29Tempo de Leitura: 5 min de leitura

“Não buscamos empregos para os jovens, mas sim uma carreira de longo prazo”. É assim que Guilherme Luz, CEO da Galena, descreve o propósito central da startup de educação que criou ao lado de Eduardo Mufarej, ex-sócio da Tarpon e também ex-presidente da Somos Educação. Desde de 2020, a Galena capacita jovens estudantes da escola pública para trabalhar em grandes empresas de tecnologia.

Com o apoio e capital da gestora de venture capital GK Ventures, criada por Mufarej, a Galena já formou cerca de 217 jovens de 18 a 24 anos, conectando esse pessoal a startups e multinacionais com alguma perspectiva de desenvolvimento de carreira.

Tudo isso acontece após um curso 100% online com duração de quatro meses, no qual os alunos aprendem conceitos básicos e aplicações práticas em uma trilha de conteúdo totalmente voltada à especialização em vendas e sucesso do cliente.

Todos os jovens são empregados no regime CLT, com médias salariais que variam de 2.000 a 2.500 reais, além dos benefícios e plano de carreira. A Galena também fica a cargo de acompanhar os formandos por mais seis meses depois que o programa chega ao fim, numa espécie de consultoria individual. “A Galena nasceu de um problema relevante na nossa sociedade: a transição do jovem entre a formação na escola pública e o mercado de trabalho em si”, explica Luz, em entrevista à EXAME. “Vimos que havia uma lacuna ali, pois ele não saía já pronto para estar em grandes companhias de inovação”.

A primeira turma de estudantes da Galena, com 57 alunos, foi formada em maio de 2021. De lado para cá, a empregabilidade foi de 100%. Já a segunda turma, com o dobro de participantes, formou-se há três semanas e já tem quase metade das pessoas empregadas. A terceira turma, agora em andamento, tem 191 inscritos.

Na lista de empresas parceiras e que costumam contratar os talentos que vêm da edtech estão multinacionais e unicórnios como QuintoAndar, Cora, iFood, Unilever, Stone, Nubank, Dell, Alelo, entre outros. “Nosso modelo de negócio tem sido validado por muita gente legal”, diz.

A ideia de agora em diante é ampliar o alcance e atrair a atenção de um número ainda maior de empresas interessadas em dar vazão a esses talentos que vêm da rede pública de ensino. Para isso, a Galena acaba de captar 16.7 milhões de dólares em rodada Série A liderada pelo fundo de venture capital Altos Ventures. Essa é a primeira vez que o fundo, que vem do Vale do Silício e já aportou em empresas como Roblox e Krafton, destina cheques para uma companhia brasileira.

Participam também da rodada o braço de investimento de risco da Exor N.V., a Owl Ventures, gestora dedicada a edtechs, o Reaction, fundo de impacto de alunos de Stanford, e a Globo Ventures. Além dos fundos, investidores individuais com certo apelo à tecnologia como Dávid Velez (Nubank), Kevin Efrusy, Dan Rosensweig, Armínio Fraga e Romero Rodrigues.

Esta é a segunda captação da Galena. Em março de 2021, a edtech havia levantado 7,3 milhões de dólares em uma rodada semente que deu a partida no negócio.

A formação da Galena

Durante os quatro meses, os alunos têm contato direto com situações que simulam problemas comuns às operações de empresas de crescimento acelerado. Num primeiro momento, o foco da formação está nas habilidades socioemocionais, como resiliência e trabalho em equipe. É nesse momento que grupos de estudantes são formados e incentivados a criar soluções para situações que exigem interação e uma dose de criatividade.

Em um segundo momento, aprendem sobre habilidades técnicas envolvendo negociação,pós-venda e captação de leads. “Eles ganham produtividade e intimidade com ferramentas e linguajar que vão encontrar no mundo do trabalho depois", diz o CEO.

O custo, segundo a Galena, é nulo. O estudante só paga pela formação depois (e se) encontrar uma oportunidade de trabalho que se aplique às regras básicas da Galena: salário de 2.000 reais e um devido plano de carreira. Até lá, a exigência do curso será por rendimento, participação, engajamento, presença, avaliação, entregas e conduta.

Planos futuros

A Galena quer incluir 50 mil jovens no mercado de trabalho nos próximos cinco anos. Destes, 1.800 apenas em 2022. No que depender da procura pela formação, esse número pode ser facilmente alcançado: desde que foi fundada, a startup recebeu mais de 21.000 inscrições.

Dar conta do recado, porém, depende de um time ainda maior de educadores e, é claro, de profissionais de tecnologia. Para isso, boa parte do dinheiro será usado na contratação de novos talentos, principalmente na área da tecnologia para desenvolvimento de produtos. A Galena tem hoje 70 funcionários, e quer dobrar esse número até o final do ano.

De um lado, o investimento em produto vem para ampliar o alcance da startup, A intenção é refinar a tecnologia da plataforma digital para usar dados coletados ao longo dos quatro meses de programa de forma mais inteligente. Assim, será mais simples conectar as empresas e jovens com base em suas reais características e habilidades.

Para esse ano, a startup quer ainda atingir um modelo com potencial de escala, com a inserção de novas trilhas que vão além das vendas e sucesso do cliente. “Somos uma empresa de impacto, mas nosso real impacto na sociedade só vai chegar quando pudermos alcançar uma grande quantidade de pessoas. Agora com novos recursos, estamos mais próximos disso”, diz.

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