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Concrete incentiva funcionários a criar startups

Empresa cria fundo de R$ 2 milhões para investir em startups e encoraja os próprios empregados a empreender

Mais de 30% dos negócios globais ainda precisam implementar planos de sustentabilidade. (Creative Commons/Pink Sherbet)

Mais de 30% dos negócios globais ainda precisam implementar planos de sustentabilidade. (Creative Commons/Pink Sherbet)

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Da Redação

Publicado em 29 de setembro de 2011 às 06h12.

São Paulo – Com mais de 10 anos de vida e clientes do porte de Americanas.com, Vivo e Petrobrás em seu portfólio, a Concrete Solutions é uma sobrevivente da bolha das “pontocom”. Testemunha do período de ressaca que se seguiu à extinção de centenas de negócios digitais no início da década de 2000, a empresa poderia ser a primeira a torcer o nariz para o novo boom de startups de internet no Brasil. Pelo contrário, ela está pronta para surfar nesta onda, procurando dentro de casa projetos inovadores para apoiar.

A especialista em desenvolvimento web criou o Fundo Moonlight, que possui 2 milhões de reais para investir em negócios inovadores no período de 24 meses. Os três primeiros projetos a receber recursos surgiram dentro da própria empresa.

“Temos pessoas muito boas em execução trabalhando aqui conosco, portanto fazia todo sentido convidá-los a participar do projeto”, conta Fernando De La Riva, diretor da Concrete Solutions.

No caso das três primeiras startups apoiadas pelo fundo – CloudRetail, eCeleres e ConcreteSupport –, a ideia surgiu dos próprios fundadores da Concrete e os desenvolvedores foram convidados a entrar no negócio, mas o fundo está aberto a investir em outras ideias originadas tanto dentro quanto fora da companhia. O investimento médio por negócio é de 300 mil reais.

Além de poder usufruir da estrutura da empresa, os funcionários também mantêm seus empregos e salários, usando o tempo “pós-expediente” para empreender. “Os custos fixos são absorvidos pela nossa estrutura e o risco para o empreendedor é menor”, explica De La Riva.

Com a estratégia, a empresa pretende aumentar seu faturamento de 15 milhões de reais, em 2011, para 25 milhões de reais, no próximo ano.

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