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Mais vintage que nunca, carnê está de volta — esta startup lucra com isso

A Meu Crediário quer levar o tradicional carnê para o digital, ajudando lojistas a seguirem a grande tendência pelo "compre agora, pague depois"

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Jeison Schneider, CEO da Meu Crediario (Meu Crediário/Divulgação)

Jeison Schneider, CEO da Meu Crediario (Meu Crediário/Divulgação)

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Maria Clara Dias

Publicado em 1 de outubro de 2021 às, 13h48.

Última atualização em 1 de outubro de 2021 às, 14h24.

Acompanhar as tendências em digitalização de pagamentos é uma missão particularmente desafiadora para o varejo. Grandes players têm feito bem esta lição de casa, cada qual à sua maneira. No caso do Magazine Luiza e na Via (antiga Via Varejo), dona das marcas Casas Bahia e Ponto Frio, a inovação vem, entre outras vias, da aquisição de fintechs.

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Para não ficarem de fora dessa movimentação, pequenos lojistas também buscam caminhos para inovar e trazer um incremento às vendas. E é essa busca que sustenta o crescimento da Meu Crediário, startup de varejo especialista em crediário garantido, que nada mais é do que o famoso carnê de pagamentos com uma nova roupagem digital.

Em dia com a premissa da tendência crescente de busca pelo BNPL (Buy Now, Pay Later), que deve movimentar cerca de 1 trilhão de dólares no mundo até 2025, segundo a consultoria CB Insights, a Meu Crediário facilita a gestão financeira e a oferta do carnê — físico ou digital — para varejistas de pequeno porte. A intenção é reduzir os custos com a aquisição de clientes e facilitar a entrada dessas lojas físicas no ambiente digital.

A fintech foi fundada em 2016, sendo uma das pioneiras na oferta do BNPL para pequenos varejistas no Brasil. Cinco anos depois, a startup já movimenta cerca de 500 milhões de reais em vendas para mais de 800 lojas dos setores de moda, calçados e óticas em 500 cidades do país.

Em essência, o modelo de negócio da empresa funciona de três formas. A primeira delas é a oferta de crediário para empresas que querem trazer mais tecnologia em suas vendas feitas a prazo. Enquanto a segunda oferece uma análise do crédito, garantindo que lojistas tenham acesso à uma análise do perfil dos consumidores e o risco de inadimplência, além de automatizar as cobranças e negativação de devedores. Em último lugar, a empresa oferece a antecipação de vendas.

“Entendemos que tecnologia é software de qualidade é, muitas vezes, o que um pequeno varejista precisa para se estabelecer financeiramente, e o crediário digital ou físico ainda é uma alternativa viável para isso”, diz Jeison Schneider, CEO da fintech. “40% do faturamento dos lojistas hoje ainda vem do crediário, não podemos ignorar a força que esse recurso tem, principalmente entre o público das classes C e D”.

“As grandes varejistas já têm certa vantagem nessa frente. É o caso da Renner, por exemplo. Queremos trazer essa tecnologia criada pela Renner para o pequeno lojista da esquina que vende 30.000 reais por mês”, diz Fábio Aubin, cofundador da empresa.

Recentemente, a empresa lançou uma modalidade de crédito que garante o pagamento do crediário mensalmente aos lojistas, mesmo se houver inadimplência dos clientes. Tudo isso a partir de uma análise de risco feita pela própria startup. Com o novo produto, a expectativa é alcançar 1,5 milhão de reais em vendas mensais até o fim do ano e levar o GMV (valor bruto de mercadorias) transacionado pela startup para 1 bilhão de reais já no ano que vem.

O crediário é coisa de e-commerce?

O crediário é um ato de fidelização do cliente dentro da loja, segundo Aubin. Enquanto a ida às lojas físicas traz recorrência nas compras, o BNPL tem sido considerado uma alternativa viável para empresas que buscam a mesma fidelização no e-commerce.

De outro lado, as taxas, juros e moras que vêm com os tradicionais carnês ainda são capazes de aumentar a receita da empresa mensalmente. “O crediário não é um método de pagamento, é um canal de compra que gera mais receita e fidelização mesmo que à distância”, diz.

Segundo Aubin, o BNPL também se desenvolveu por ser uma alternativa aos desbancarizados e também porque o público mais jovem, mesmo mais capitalizado e com desejo crescente de ir às compras, ainda não conquistaram boas linhas de crédito junto aos bancos. “A falta de poder de compra na loja é uma dor do lojista e que tentamos reduzir ao conceder o crédito com risco mínimo”, diz.

A avaliação é de que, apesar de antiga, a modalidade ainda atende bem ao cenário digital. Agora com novo formato, o carnê continua seguindo a busca por métodos mais modernos de pagamento. É isso que os clientes buscam”, diz.

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