Depois do crédito pessoal, futuro da Bom Pra Crédito está no e-commerce

Plataforma de crédito acaba de anunciar a entrada no mercado de compra parcelada, expandindo suas soluções de empréstimos pessoais para varejistas e mercado de capitais

A fintech de empréstimo pessoal Bom Pra Crédito (BPC) agora também está de olho nos varejistas e comércios digitais. A empresa anunciou nesta terça-feira, 29, a entrada oficial no mercado de crédito parcelado ao oferecer uma nova opção de Crédito Direto ao Consumidor (CDC) para empresas que vendem online.

O CDC nada mais é do que o famoso carnê, mas agora de maneira digital. A proposta é oferecer mais uma opção de pagamento aos e-commerces que desejam ampliar as vendas e reduzir o número de desistências de compras por parte de consumidores que se veem numa encruzilhada na hora de ‘fechar’ seus carrinhos. “Muitas vezes as pessoas abandonam as compras no e-commerce pois não têm poder de compra. O BPC nasceu para dar poder de crédito para todos, por isso, resolvemos unir nosso propósito a isso e oferecer um meio mais flexível  para as pessoas”, diz Ricardo Kalichsztein, CEO da fintech.

Com a nova opção, um comprador pode parcelar o pagamento de sua compra em até 24 vezes, sem comprometer o limite do cartão. Enquanto o consumidor final recebe na plataforma, após a análise do BPC, informações sobre as opções de crédito das mais de 30 instituições parceiras, um varejista passa a ter acesso a diferentes credores também através da plataforma da fintech.

O novo produto já nasce ‘plugado’ à VTEX, provedora de software para o e-commerce, no caso das lojas digitais que são operacionalizadas pela empresa. Já são sete lojistas registrados na nova operação, mas a empresa ainda não revela os nomes.

Hoje a BPC funciona como um marketplace de crédito para pessoas físicas, onde consumidores podem simular as condições oferecidas por diferentes instituições financeiras e também fazer a contratação, tudo 100% online. Até o momento, a fintech conta com 36 parceiros, entre eles o Banco do Brasil e a fintech Creditas.

Em seus oito anos de existência, a BPC já conta com 8 milhões de usuários e movimentou cerca de 1 bilhão de reais — volume quase inteiramente composto de empréstimos pessoais sem garantia, produto que é o carro-chefe da fintech.

A entrada no mercado de compra parcelada também vem junto da incursão em um outro segmento: o de investimentos. A partir de agora, fundos de investimento de direitos creditórios (FIDCs), gestoras de fortunas e securitizadoras, por exemplo, terão acesso facilitado à plataforma da BPC, até então disponível somente para bancos e fintechs.

A trajetória do BPC

O momento deve favorecer a nova aposta da empresa. Com a pandemia, o e-commerce brasileiro vive um de seus melhores momentos, com um faturamento 41% superior em 2020 ante 2019. Na mesma toada, a Bom Pra Crédito também tem projeções positivas de crescimento, em parte graças ao aporte de 35 milhões de reais recebido em 2019 e liderado pelo Grupo Globo em uma rodada pré-série B. O primeiro investimento da empresa, porém, veio ainda em 2018, quando recebeu 22 milhões de reais em rodada liderada pelo fundo Innova Capital, que já investiu em empresas como Movile.

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