Volks e trabalhadores não chegam a acordo após 1ª reunião

A greve continua

São Paulo - Trabalhadores da Volkswagen decidiram continuar a greve, por tempo indeterminado, após não chegarem a um acordo com os diretores da montadora durante a primeira reunião de negociação realizada na tarde de terça-feira.

A decisão foi tomada no início da manhã desta quarta-feira, durante assembleia da categoria na porta da fábrica de São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo.

A assessoria de imprensa do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC informou que a Volks não apresentou proposta concreta para suspender as 800 demissões confirmadas pela montadora para fevereiro.

A revogação dos cortes é uma das condições impostas pela categoria para encerrar a greve, que chega ao nono dia nesta quarta-feira, 14. Novas reuniões entre patrões e empregados devem acontecer até o fim da semana, diz a entidade.

Na terça-feira, 13, o presidente do sindicato, Rafael Marques, se reuniu por pouco mais de uma hora com o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Miguel Rossetto, no Palácio do Planalto, para apresentar a pauta de reivindicações aprovada pela categoria durante ato na Via Anchieta, na última segunda-feira, em São Paulo.

Entre os pedidos, o principal é a aprovação do Programa Nacional de Proteção ao Emprego no 1º trimestre deste ano.

Em entrevista ao Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, o dirigente sindical afirmou que o ministro prometeu que entraria em contato com a direção da Volkswagen para pedir a suspensão das demissões para que trabalhadores e montadoras retomem as discussões sobre a reestruturação do acordo vigente desde 2012 e que garantia estabilidade do emprego até março de 2017. Em troca disso, os 13 mil funcionários da Volks suspenderiam a greve.

Proposta

Segundo Marques, a última proposta de adequação do acordo feita pela empresa foi recusada pelos funcionários em assembleia realizada no dia 2 de dezembro.

A proposta, de acordo com a assessoria da Volks, previa o "aditamento" do acordo atual, com a "continuidade" de formas de adequação de efetivo por meio de programas de demissão voluntária e de suspensão de terceirizados para alocação de parte do pessoal excedente.

Em contrapartida, a montadora "modificava" na proposta as regras de reajustes de salários e participação nos resultados.

Em nota à imprensa, a Volks confirmou que foi procurada por representantes dos governos federal, estadual e municipal e informou que "retomou", na tarde dessa terça-feira, as negociações com o sindicato.

Procurada pela reportagem, a empresa não se pronunciou após o encontro.

Obrigado por ler a EXAME! Que tal se tornar assinante?


Tenha acesso ilimitado ao melhor conteúdo de seu dia. Em poucos minutos, você cria sua conta e continua lendo esta matéria. Vamos lá?


Falta pouco para você liberar seu acesso.

exame digital

R$ 12,90/mês
  • Acesse onde e quando quiser.

  • Acesso ilimitado a conteúdos exclusivos sobre macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo, tecnologia e finanças.
Assine

exame digital + impressa

R$ 29,90/mês
  • Acesse onde e quando quiser

  • Acesso ilimitado a conteúdos exclusivos sobre macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo, tecnologia e finanças.

  • Edição impressa mensal.

  • Frete grátis
Assine

Já é assinante? Entre aqui.