Vinci Partners negocia compra de projeto de transmissão de energia

Se o negócio for fechado, a Vinci somaria o empreendimento a uma concessão para a construção de linhas já arrematada pela gestora em um leilão de 2016

São Paulo - A gestora de recursos Vinci Partners está em negociações avançadas para a aquisição de uma concessão para a construção de uma linha de transmissão de energia em Minas Gerais que deve demandar investimentos de quase 100 milhões de reais, segundo documento visto pela Reuters.

A transação envolve a compra por dois fundos controlados pela Vinci de um projeto arrematado por um consórcio liderado pela Empresa Construtora Brasil (ECB) em um leilão realizado pelo governo federal em 2016.

O negócio vem em meio a um forte interesse de investidores pelo setor de transmissão no Brasil-- os últimos leilões de concessões para a construção de novas linhas atraíram forte interesse de muitas empresas nacionais e estrangeiras e registraram intensa competição pelos empreendimentos oferecidos.

A ECB e sua sócia Mota Engil, com apenas 1 por cento do negócio, aceitaram vender à Vinci a totalidade do projeto que arremataram, o lote 5 do certame de 2016, que prevê a construção de uma linha de transmissão de 165 quilômetros em Minas Gerais, em 500kv.

Segundo documento visto pela Reuters, as empresas pediram aval prévio à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para a transação, que tem previsão de ser fechada em meados de agosto.

A concessão seria transferida para os fundos de investimento em participações (FIPs) Trans Infra e Trans Coinvest, ambos da Vinci.

Se o negócio for fechado com sucesso, a Vinci somaria o empreendimento a uma concessão para a construção de linhas já arrematada pela gestora em um leilão de 2016. Esse projeto da Vinci Partners tem investimento estimado de cerca de 270 milhões de reais para a implementação de duas linhas entre Alagoas, Bahia, Sergipe e Pernambuco com 198 quilômetros em extensão.

Procurada, a Vinci Partners disse que não iria comentar. A ECB também disse que não iria comentar. Não foi possível contato com a Mota Engil.

A ECB é uma construtora com atuação em diversos segmentos de infraestrutura, como rodovias e ferrovias, entre outros, segundo informações do site da companhia.

Já a Vinci tem aumentado o interesse por ativos no setor de energia-- a empresa está de olho em aquisições e privatizações de elétricas, incluindo a estatal paulista Cesp.

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