Negócios

Sadia vende participação em fábrica na Rússia

A empreitada em Kaliningrado acabou no mesmo ano em que começou

EXAME.com (EXAME.com)

EXAME.com (EXAME.com)

DR

Da Redação

Publicado em 10 de outubro de 2010 às 03h40.

Priorizar nos meus resultados Google

A Sadia anunciou nesta sexta-feira (05/06) a venda de sua participação de 60% no capital da fábrica russa Concórdia, situada em Kaliningrado, para a sua sócia local, a Fomanto. A operação, que está sujeita à aprovação do conselho de administração e aos acionistas da Sadia, permitirá à empresa levantar 77,5 milhões de dólares.

A transação deverá incluir a liberação da Sadia de todas as obrigações financeiras assumidas em relação à fábrica. Em comunicado, a companhia ressaltou que isso não vai alterar a sua estratégia de crescimento no mercado da Rússia.

A Concórdia nasceu em um pólo de expansão industrial da Rússia em dezembro de 2007, sob uma complexa operação de logística, mas só começou a funcionar em escala comercial no início deste ano. A empreitada custou 90 milhões de dólares.

Na época, o plano da Sadia era aproveitar, além do tradicional setor de alimentos em que atua, o espantoso crescimento do setor de fast food no país, que registrou expansão de 93% em apenas quatro anos. Um dos principais clientes da fábrica é a subsidiária russa do McDonald’s.

No entanto, a venda de suas participações na Concórdia seguem o plano de estratégia de capitalização da companhia devido às vultosas perdas com derivativos desde setembro do ano passado.

Às 12h30, os papéis ordinários da Sadia (SDIA3, com direito a voto) estavam estáveis, cotados a 4,80 reais. Enquanto os preferenciais (SDIA4, sem direito a voto) caiam 0,41%, para 4,82 reais.

 

Acompanhe tudo sobre:[]

Mais de Negócios

Seu próximo talento pode estar fora da sua bolha

Com 230 lojas, rede de cafeterias muda estratégia de expansão para chegar aos R$ 115 milhões

Ele vai faturar R$ 140 milhões fazendo camisetas para empresas, shows e festivais

'Não temos mais espaço': shopping de luxo investe R$ 110 milhões para aumentar de tamanho