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Petrobras inicia negociação com BP para aliança estratégica

As conversas envolvem ativos ou empreendimentos no Brasil e no exterior e incluem cooperação em várias áreas

Petrobras e BP participaram juntas da terceira rodada de licitação da ANP sob o regime de partilha de produção (Sergei Karpukhi/File photo/Reuters)

Petrobras e BP participaram juntas da terceira rodada de licitação da ANP sob o regime de partilha de produção (Sergei Karpukhi/File photo/Reuters)

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Luana Pavani, do Estadão Conteúdo

31 de outubro de 2017, 16h26

São Paulo - A Petrobras assinou Carta de Intenções (LOI) com a BP para identificar e avaliar conjuntamente oportunidades de negócio, visando uma potencial aliança estratégica entre as companhias.

O documento foi assinado em Londres pelo diretor executivo de Refino e Gás Natural da Petrobras, Jorge Celestino, e pelo presidente de Upstream da BP, Bernard Looney, no último dia 18 de outubro, diz a estatal em comunicado distribuído ao mercado.

As conversas envolvem ativos ou empreendimentos no Brasil e no exterior, incluindo cooperação nas áreas de exploração & produção, refino, transporte e comercialização de gás, GNL, trading de petróleo, lubrificantes, combustível de aviação, geração e distribuição de energia, renováveis, tecnologia e iniciativas de baixa emissão de carbono.

Como lembra o comunicado, Petrobras e BP participaram juntas da terceira rodada de licitação da ANP sob o regime de partilha de produção, semana passada, no bloco Alto de Cabo Frio Central, em um consórcio 50%-50%, e no bloco Peroba, em um consórcio 40% Petrobras, 40% BP e 20% CNODC (subsidiária da CNPC). No caso da CNPC, a Petrobras também assinou com ela Memorando de Entendimento para formar "uma aliança estratégica abrangente", como anunciado em 4 de julho.

"Para a Petrobras, a realização de parcerias é uma estratégia importante do Plano de Negócios e Gestão 2017-2021. As parcerias estratégicas têm como benefícios potenciais o compartilhamento de riscos, o aumento da capacidade de investimentos na cadeia de óleo e gás, o intercâmbio tecnológico e o fortalecimento da governança corporativa", explica a companhia.