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Peru cancelará contrato com Odebrecht se corrupção for comprovada

A Odebrecht admitiu há alguns dias os pagamentos de cerca de 29 milhões de dólares em subornos para ganhar contratos entre 2005 e 2014 no Peru

Kuczynski: "Eu sempre disse (que) a cláusula anti-corrupção segue, e eu não vou mudar", disse o presidente peruano (Guadalupe Pardo / Reuters)

Kuczynski: "Eu sempre disse (que) a cláusula anti-corrupção segue, e eu não vou mudar", disse o presidente peruano (Guadalupe Pardo / Reuters)

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Reuters

Publicado em 27 de dezembro de 2016 às 15h42.

A concessão de um projeto de gasoduto no Peru com a Odebrecht, que pretende vender sua participação para o fundo canadense Brookfield, será cancelado se for comprovado que a obra foi concedida através de práticas de corrupção, disse o presidente do Peru, Pedro Pablo Kuczynski.

"Sem dúvida, há esse risco", disse Kuczynski ao periódico financeiro Gestión numa entrevista publicada nessa terça-feira.

Fiscais peruanos estão investigando a concessão do projeto do gasoduto de mais de 5 bilhões de dólares, que a Odebrecht ganhou em 2014 após ter sido a única licitante num leilão que foi questionado por um dos seus concorrentes.

A Odebrecht admitiu há alguns dias os pagamentos de cerca de 29 milhões de dólares em subornos para ganhar contratos entre 2005 e 2014 no Peru, como parte de um acordo judicial nos Estados Unidos.

Não ficou claro se parte desses pagamentos foram usados para obter o gasoduto.

"Eu sempre disse (que) a cláusula anti-corrupção segue, e eu não vou mudar", disse o presidente peruano.

Perguntado se ele deve aplicar a cláusula anti-corrupção caso seja constatado que parte do montante em subornos foi para o gasoduto no sul do país, Kuczynski disse: "Temos de pedir a rescisão do contrato, nada mais".

Acompanhe tudo sobre:PeruNovonor (ex-Odebrecht)

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