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Odebrecht assina financiamento de US$ 803,7 mi por dez anos

Dinheiro será usado na construção da unidade de produção, estocagem e transferência de óleo do Bloco de Libra


	Odebrecht Óleo e Gás: dívida comecará a amortizar a partir do início da operação comercial da FPSO
 (Reprodução)

Odebrecht Óleo e Gás: dívida comecará a amortizar a partir do início da operação comercial da FPSO (Reprodução)

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Luísa Melo

Publicado em 4 de agosto de 2015, 16h56.

São Paulo - A Odebrecht assinou na última sexta-feira (31) um financiamento de 803,7 milhões de dólares com um grupo de bancos internacionais.

Este é o primeiro grande acordo financeiro de longo prazo que o grupo firma desde que seu presidente, Marcelo Odebrecht, tornou-se réu em investigação da Operação Lava Jato.

Os recursos serão destinados à construção da primeira unidade de produção, estocagem e transferência de óleo (FPSO, na sigla em inglês) do Bloco de Libra.

O empréstimo tem prazo de dez anos e começa a amortizar a partir do início da operação comercial da estrutura.

"Considerando o cenário de crédito da economia mundial, a obtenção deste financiamento reforça nosso forte relacionamento com instituições bancárias relevantes”, afirma Rogério Ibrahim, Diretor Financeiro da Odebrecht Óleo e Gás, em comunicado enviado à imprensa nesta terça-feira (4).

O FPSO Pioneiro de Libra, como é chamado, teve sua construção iniciada no final de 2014 no estaleiro Jurong, em Singapura.

O navio será operado pela joint-venture formada entre a Odebrecht e a americana Teekay e será usado para testes de longa duração no pré-sal brasileiro por 12 anos.

Os serviços serão prestados ao Consórcio de Libra, formado pelas empresas Petrobras (40%), Total (20%), Shell (20%), CNPC (10%) e CNOOC (10%).

A embarcação poderá operar a até 2.400 metros de profundidade e terá capacidade para produzir até 50.000 barris de óleo e comprimir 4 milhões de metros cúbicos de gás por dia.