Negócios

Micro e pequenas empresas faturam e empregam menos em 2003

As micro e pequenas empresas do estado de São Paulo tiveram o pior primeiro trimestre dos últimos seis anos em termos de faturamento real e emprego. Os dados constam da Pesquisa de Conjuntura das Micro e Pequenas Empresas do Estado de São Paulo (Pecompe), elaborada mensalmente pelo Sebrae-SP em parceria com a Fundação Seade. O […]

EXAME.com (EXAME.com)

EXAME.com (EXAME.com)

DR

Da Redação

Publicado em 14 de outubro de 2010 às 13h16.

As micro e pequenas empresas do estado de São Paulo tiveram o pior primeiro trimestre dos últimos seis anos em termos de faturamento real e emprego. Os dados constam da Pesquisa de Conjuntura das Micro e Pequenas Empresas do Estado de São Paulo (Pecompe), elaborada mensalmente pelo Sebrae-SP em parceria com a Fundação Seade.

O faturamento das micro e pequenas caiu 9,3% no primeiro trimestre deste ano na comparação com igual período de 2002, descontado o INPC. A queda real foi ainda maior entre março de 2002 e 2003, chegando a 13,8%. A inflação acumulada anulou a variação nominal positiva de 6,5% apurada no primeiro trimestre, frente ao mesmo período do ano passado.

A conjuntura macroeconômica explica boa parte desse piora no quadro das micro e pequenas empresas paulistas. A taxa de juros elevada e a renda real deprimida foram os principais motivos para a estagnação no nível de faturamento. Prevê-se dificuldades para as micro e pequenas empresas nos próximos meses e perspectivas mais positivas no segundo semestre, quando a queda do dólar poderá possibilitar recuo na taxa básica de juros , afirma Marco Aurélio Bedê, coordenador da área de pesquisas do Sebrae-SP.

O nível médio de pessoal ocupado também caiu e foi o menor registrado desde o primeiro trimestre de 1998, quando a Pecompe foi criada. O recuo foi de 5% em relação ao primeiro trimestre de 2002. Somente na comparação entre os meses de março deste ano com março do ano passado, a retração foi de 2,8%, o que em termos absolutos representa a perda de 140 mil ocupações.

Acompanhe tudo sobre:[]

Mais de Negócios

Como uma construtora de Blumenau virou um grupo de R$ 4,5 bilhões

Aos 64, ela criou a maior franquia de bolos do Brasil, Agora, vendeu para gigante de R$ 120 bilhões

Biotecnologia reúne cientistas e investidores globais em Florianópolis

A empresa dele vai faturar R$ 75 milhões com cannabis medicinal para doenças crônicas