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InBev terá de elevar oferta para ficar com Anheuser-Busch

Para analista, cervejaria americana não deve aceitar proposta inferior a US$ 53 bilhões

EXAME.com (EXAME.com)

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Da Redação

Publicado em 10 de outubro de 2010 às 03h40.

A belga-brasileira InBev terá de aumentar sua oferta se quiser levar a cervejaria americana Anheuser-Busch, dona da marca Budweiser. Essa é a opinião de Marvin Roffman, presidente da gestora de recursos americana Roffman Miller Associates, que em entrevista à Bloomberg afirmou que os controladores da Anheuser-Busch não deverão aceitar menos de 53 bilhões de dólares pela empresa.

Isso significa um mínimo de 75 dólares por ação da companhia, valor 21,4% superior à cotação de fechamento desta quarta-feira (25/6) na Bolsa de Valores de Nova York. As discussões sobre a transação, no entanto, não estão empolgando os investidores. Às 13h42, as ações da Anheuser-Busch eram negociadas em baixa de 0,08%, a 61,71 dólares.

A InBev ofereceu à cervejaria americana 46 bilhões de dólares, mas a proposta, segundo o jornal The Wall Street Journal (WSJ), foi considera aquém do valor justo. A Anheuser-Busch estaria disposta a colocar em prática uma estratégia para elevar o preço de suas ações na Bolsa, plano que inclui a venda de ativos não essenciais para os negócios da empresa.

A InBev, porém, já reafirmou sei interesse em concretizar a operação. Nesta quarta-feira, o executivo-chefe da companhia, o brasileiro Carlos Brito, enviou uma carta a August Busch IV, presidente e executivo-chefe da Anheuser-Busch, destacando seu desejo de se unir à companhia e formar a maior cervejaria do mundo.

Na carta, a InBev diz que obteve compromissos de financiamento junto a dez bancos e pagou cerca de 50 milhões de dólares em taxas, demonstrando sua disposição em concluir o negócio."A reação do mercado à nossa proposta foi extremamente positiva", ressalta a carta assinada por Brito. "Achamos que isso confirma nossa visão de que a proposta é o melhor caminho para se conseguir essa combinação transformadora para todas as partes", acrescenta. O documento também relaciona uma série de benefícios que poderiam ser proporcionados aos acionistas pela união das duas empresas, mencionando a liderança do mercado mundial, o aumento da competitividade e a expansão global da Budweiser.

A InBev voltou a dizer que a sede do grupo a ser formado, América do Norte, permaneceria na cidade de Saint Louis, atual sede da companhia norte-americana. Além disso, "a herança da Anheuser-Busch seria lembrada no nome da nova companhia combinada". A companhia belgo-brasileira reafirmou também que todas as cervejarias de ambas as empresas nos Estados Unidos continuariam abertas e garantiu "total apoio aos revendedores da Anheuser-Busch e ao sistema de distribuição tripartite". A InBev prometeu, ainda, um "forte compromisso" com as comunidades em que a Anheuser opera e disse que os membros da administração da empresa seriam mantidos, em todos os níveis hierárquicos, e que os membros do conselho seriam convidados a integrar o conselho da empresa resultante."Continuamos à disposição para discutir nossa proposta com você, incluindo os elementos enumerados acima, mas achamos que o tempo é essencial", afirma Brito, dirigindo-se ao presidente da Anheuser.

*Com informações da Agência Estado.

 

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