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Dona da Vans compra Supreme, de camisetas de mil reais, por US$2,1 bilhões

O negócio deve ser concluído no final do ano fiscal de 2020

A VF Corp, proprietária da marca de calçados Vans, disse nesta segunda-feira que pagará 2,1 bilhões de dólares para comprar a empresa de moda Supreme. O anúncio juntará duas das marcas mais queridas pelos jovens americanos -- e de muitos países, como o Brasil. E dá mostras de que a onda de consolidação no mercado global de moda não tem data para acabar.

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A Vans, que passou a ser controlada em 2019 no Brasil pela Arezzo&Co, e já é um negócio de 3 bilhões de dólares ao levar o estilo de skatistas e surfistas da Califórnia para o mundo, incluindo uma invasão aos escritórios.

 

A Supreme, por sua vez, passou de uma loja para skatistas em Nova York para um negócio de 1 bilhão de dólares com um jeitão espalhafatoso.  Conhecida por seu logotipo vermelho com o nome "Supreme" escrito em branco, a marca ganhou seguidores dentro da cultura 'hypebeast', ou fãs do estilo streetwear, com seus lançamentos de produtos esgotando em poucos minutos e pessoas esperando em filas fora das lojas por horas.

Essa estratégia faz com que os produtos da empresa possam custar pequenas fortunas -- como milhares de dólares por uma jaqueta. Neste momento há sites vendendo camisetas da Supreme por 350 dólares -- ou quase 2 mil reais. Reportagens há anos tentam explicar porque produtos aparentemente simples, como um boné, podem custar "tão caro".

A Supreme ainda colabora com muitos proeminentes nomes do setor, incluindo Louis Vuitton, Nike, Levi e Vans, o que aumenta ainda mais o interesse por seus escassos produtos. A empresa obtém mais de 60% de sua receita de vendas online -- uma expertise que é vista por investidores como um dos pontos de especial interesse da dona da Vans.

A VF Corp, que também possui marcas como The North Face e Timberland, disse que fará um pagamento adicional de até 300 milhões de dólares, sujeito ao cumprimento de metas após a conclusão do negócio. As ações da VF Corp dispararam cerca de 10% nesta segunda-feira.

O negócio, que deve ser concluído no final do ano fiscal de 2020, deve contribuir com pelo menos 500 milhões de dólares em receita e lucro ajustado por ação de 0,20 dólar no ano fiscal de 2022.

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