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Credix capta R$ 60 milhões para financiar fintechs da América Latina

Plataforma belga que conecta investidores a fintechs de crédito de países emergentes levantou R$ 60 milhões em rodada série A

Fintechs: Credix capta R$ 60 milhões para financiar operações de crédito de fintechs latinas (We Are/Getty Images)

Fintechs: Credix capta R$ 60 milhões para financiar operações de crédito de fintechs latinas (We Are/Getty Images)

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Maria Clara Dias

6 de setembro de 2022, 08h30

A Credix, plataforma belga que conecta investidores a fintechs latinas de crédito, anuncia uma rodada série A de R$ 60 milhões para levar os investimentos a um número crescente de países emergentes. O investimento foi co-liderado pelos fundos americanos Motive Partners (apoiado pela Apollo Global) e ParaFi.

Também investiram os fundos Valor Capital; Victory Park Capital; MGG Investment Group; Circle Ventures; Abra; Fuse Capital e investidores privados como Marcelo Claure, ex-COO do SoftBank; e Ricardo Villela Marino, presidente do Itaú na América Latina.

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O que é a Credix

Fundada em novembro de 2021 por Thomas Bohner, Maxim Piessen e Chaim Finizola, a Credix conecta investidores institucionais em todo o mundo com fintechs em mercados emergentes, como a América Latina. A proposta é permitir que fundos e também pessoas físicas de alto patrimônio possam investir em fintechs dedicadas a oferecer linhas de crédito para empresas ou consumidores finais.

O modelo de negócio da Credix se baseia na emissão de protocolos de DeFi, as finanças descentralizadas. Na prática, isso significa que a empresa emite tokens registrados em blockchain para financiar operações de crédito de fintech mundo afora.

Por trás da compra desses tokens estão investidores e fundos proeminentes como Apolo Capital, BlackRock, JP Morgan, Goldman Sachs e outros grandes players globais acostumados a financiar startups na América Latina.

Atuação no Brasil

A Credix está no Brasil desde dezembro do ano passado, após ter recebido um aporte de R$ 14,2 milhões. Em sua carteira de clientes estão empresas como a fintech a55, Provi, Divibank e Tecredi.

Juntas, essas empresas receberam mais de US$ 20 milhões para financiar suas operações de crédito, especialmente empréstimos pessoais e estudantis, por meio da plataforma da Credix.

Em julho deste ano, a Credix aportou US$ 13 milhões na holding financeira GCB por meio da fintech de antecipação de recebíveis Adiante para financiar as operações de crédito para pequenas e médias empresas.

Planos da Credix

Baseada em uma plataforma de blockchain, a Credix tem uma facilidade adicional para seus clientes originadores de crédito. A partir de stablecoins, uma variação de criptomoeda, a conversão é feita automaticamente, independentemente do país de origem. Na prática, a fintech converte os investimentos feitos em stablecoins em moeda local antes de desembolsar empréstimos para seus usuários finais.

"A Valor vem investindo no ecossistema de fintech há mais de uma década e entende as ineficiências existentes criadas por sistemas e processos no mercado financeiro. Blockchain e, especialmente, DeFi têm o potencial de criar uma infraestrutura de mercados financeiros mais escalável, eficiente e barata. Acreditamos que a Credix é a solução mais bem posicionada para capturar essa oportunidade", disse Michael Nicklas, sócio-gerente do Valor Capital Group, um dos fundos investidores da rodada.

Agora, com o novo aporte, a intenção é levar esse sistema a outros países da América Latina. Até o final do ano, a Credix quer chegar ao México e Colômbia e ter algo como US$ 100 milhões em ativos sob gestão.

“Este investimento Série A é verdadeiramente estratégico para nós, atraindo os melhores do mundo das finanças tradicionais e cripto. Estamos trazendo parceiros com profundo conhecimento em mercados emergentes, crédito privado e finanças organizadas para construir uma infraestrutura de tecnologia financeira escalável”, disse, em nota, Thomas Bohner, fundador e CEO da Credix.

Com o novo investimento, a Credix também pretende aumentar a equipe para mais de 25 pessoas para ampliar a capacidade da empresa em criar novos produtos e recursos.

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