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ODS é a sigla para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável que a Organização das Nações Unidas inseriu na sua Agenda Mundial de Desenvolvimento Sustentável durante a Cúpula das Nações, em setembro de 2015. Na época, os 17 objetivos, desdobrados em 169 metas, se tornaram uma forma de provocar o mundo inteiro,  num esforço para que as pessoas e o planeta estejam interligados e caminhem para um mundo mais sustentável.

 Esses ODS envolvem ações para maior geração de renda, mais emprego, saúde, educação, redução das desigualdades, questões de gênero, mudança climática, desenvolvimento econômico, entre outros temas, e devem ser trabalhados de forma integrada, reforçando o conceito do Triple Bottom Line (pessoas, planeta, lucro), já que o alcance de um objetivo depende dos avanços dos demais.  São eles:

  • Erradicação da pobreza.
  • Fome zero
  • Saúde e bem-estar
  • Educação de qualidade
  • Igualdade de gênero
  • Água potável e saneamento
  • Energia limpa e acessível
  • Trabalho decente e crescimento econômico
  • Indústria, inovação e infraestrutura
  • Redução das desigualdades
  • Cidades e comunidades sustentáveis
  • Consumo e produção responsáveis
  • Ação contra a mudança global do clima
  • Vida na água
  • Vida terrestre
  • Paz, justiça e instituições eficazes
  • Parcerias e meios de implementação

Oito anos depois…

Desde 2015  muita coisa avançou, outras, nem tanto. "Alguns dos objetivos ainda exigem um esforço significativo para serem alcançados. A mudança climática, por exemplo, é uma ameaça crescente para a realização dos ODS, já que pode agravar a pobreza e a fome e dificultar o acesso à água potável e saneamento", avalia Rodrigo França, presidente do Instituto I.S. de Desenvolvimento e Sustentabilidade Humana, uma entidade privada e sem fins lucrativos, cuja missão é permitir que pessoas, empresas e governos se desenvolvam muito além do fator econômico, abrangendo também o âmbito social, cultural, ambiental, físico, emocional e tecnológico.

 De qualquer forma,  é possível identificar progresso significativo em muitas áreas.  Em termos gerais, um relatório das Nações Unidas de 2021 sobre os ODS aponta que antes da pandemia da COVID-19 houveram avanços em diversas áreas como redução da pobreza extrema, por exemplo. Para se ter ideia, entre 2015 e 2019, a proporção da população mundial vivendo em extrema pobreza caiu de 10% para 8,2%. 

Além disso, é possível ver avanços na educação primária e  melhorias no acesso à eletricidade. "Houveram melhorias, também, no acesso à água potável e saneamento básico e um aumento substancial no investimento e na capacidade de geração de energias renováveis, como solar e eólica. Isso contribui para a transição para uma matriz energética mais sustentável e para a redução das emissões de gases de efeito estufa. De qualquer forma,  é importante ressaltar que o progresso varia de acordo com o país e a região", avalia França.

Cinco áreas que precisam avançar com urgência 

Apesar de algumas conquistas importantes, os 17 objetivos estão longe do ideal. Existem várias áreas em que as mudanças não avançaram o suficiente e que são consideradas urgentes.  

Mudança climática: É necessário reduzir as emissões de gases de efeito estufa de forma significativa, adotar medidas de adaptação às mudanças climáticas e promover investimentos em energias renováveis e eficiência energética.

Desigualdade econômica: A disparidade na distribuição de renda e riqueza é um obstáculo para alcançar muitos dos ODS. É fundamental adotar políticas e medidas para reduzir as desigualdades e promover a inclusão econômica.

Igualdade de gênero: Embora tenha havido progresso na promoção da igualdade de gênero, ainda há muito a ser feito. É necessário eliminar a discriminação e a violência contra mulheres, garantir o acesso igualitário à educação e oportunidades econômicas, além de ser urgente promover a participação igualitária das mulheres na tomada de decisões em todos os níveis.

Fome e insegurança alimentar: É fundamental garantir o acesso universal a alimentos nutritivos e suficientes, promover práticas agrícolas sustentáveis e resilientes às mudanças climáticas, além de fortalecer os sistemas de produção de alimentos e as cadeias de abastecimento.

Saúde global: A pandemia da COVID-19 destacou a importância da saúde global, mas também evidenciou as deficiências nos sistemas de saúde e nas capacidades de resposta. É essencial fortalecer os sistemas de saúde, melhorar o acesso a serviços de qualidade, incluindo vacinação, e garantir uma cobertura universal de saúde para todos.

Essas são apenas algumas das mudanças que não avançaram o suficiente e requerem atenção prioritária. "É importante lembrar que todos os ODS estão interconectados, e o progresso em uma área pode impulsionar o progresso em outras. Esforços coordenados e colaborativos são necessários para enfrentar esses desafios e alcançar os ODS até 2030", finaliza França.

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