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Senado do Paraguai revoga lei de imunidade da Conmebol

Caso a revogação seja promulgada, a polícia do país poderá entrar na sede e recolher documentos que possam ajudar na investigação de corrupção na Fifa


	A lei estabelecia a inviolabilidade das instalações da instituição, incluindo suas propriedades, arquivos, documentos e papéis existentes sobre o mesmo
 (Marcello Casal Jr./ABr)

A lei estabelecia a inviolabilidade das instalações da instituição, incluindo suas propriedades, arquivos, documentos e papéis existentes sobre o mesmo (Marcello Casal Jr./ABr)

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Da Redação

Publicado em 11 de junho de 2015 às 17h03.

Assunção - O Senado do Paraguai revogou nesta quinta-feira a lei que dá imunidade diplomática à sede da Conmebol. O projeto de lei aprovado pelo deputados há duas semanas não teve oposição entre os senadores e passou ao Executivo para ser promulgado.

O presidente Horacio Cartes disse anteriormente que defendia a revogação da imunidade diplomática que possui o edifício da Conmebol desde 1997, que fornece as proteções geralmente reservadas para embaixadas estrangeiras.

A lei estabelece a "inviolabilidade" das instalações, incluindo "suas propriedades, arquivos, documentos e papéis existentes sobre o mesmo". A sede da Conmebol está localizada em Luque, nos arredores de Assunção.

Os pedidos para revogar a imunidade que possui a sede do organismo gestor do futebol da América do Sul ocorreram na sequência do escândalo de corrupção na Fifa, desencadeado por uma investigação dos Estados Unidos, que provocou a prisão de sete dirigentes na Suíça, entre eles o brasileiro José Maria Marin.

Caso a revogação da lei seja promulgada por Cartes, a Polícia Federal do Paraguai poderá entrar na sede da Conmebol para recolher documentos que possam ajudar na investigação liderada pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

Várias figuras da Conmebol, incluindo seus ex-presidentes Nicolás Leoz e Eugenio Figueredo, estão entre os acusados pelas autoridades norte-americanas de terem participado de esquemas de subornos, crime organizado e lavagem de dinheiro relacionados com a venda de direitos de transmissão de torneios de futebol.

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