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Sarkozy vai atuar contra escassez de combustível

Apesar de entender os manifestos na França, presidente disse que não voltará atrás na reforma da previdência

Greves e protestos em refinarias da França provocaram caos no abastecimento (Arquivo/Getty Images/Divulgação)

Greves e protestos em refinarias da França provocaram caos no abastecimento (Arquivo/Getty Images/Divulgação)

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Da Redação

Publicado em 19 de outubro de 2010 às 09h07.

Deauville, França - O presidente francês, Nicolas Sarkozy, anunciou hoje que vai intervir para remediar a escassez de combustível na França provocada pela greve contra a proposta de reforma da previdência.

Em entrevista coletiva em Deauville, Sarkozy disse compreender "a inquietação" gerada pela reforma, insistiu que a oposição tem direito de manifestar-se "sem violência" e reiterou que não voltará atrás porque o déficit atual do sistema de previdência "não pode durar".

"O maior desvio seria não cumprir com meu dever", afirmou Sarkozy ao ser questionado pela imprensa ao fim de uma cúpula em Deauville (noroeste da França) com a chanceler alemã, Angela Merkel, e o presidente russo, Dmitri Medvedev, sobre se não temia uma radicalização dos opositores ao atraso em dois anos da idade de aposentadoria.

O presidente francês assinalou que no seu retorno a Paris nesta tarde vai resolver a questão, porque "há muita gente que quer trabalhar" e "não pode porque não tem combustível".

Indicou que trabalhará com as forças da ordem para conter os atos de violência.

Sobre as pensões, insistiu que "refletiu muito" antes de iniciar a reforma, levando em conta que atualmente um em cada dez aposentados tem o rendimento pago com dívida, porque as contribuições dos trabalhadores não são suficientes.

Argumentou que desde 1950, os franceses ganharam 15 anos em expectativa de vida e perguntou que com essa evolução "quem pode pensar que não terão que contribuir mais" para sua aposentadoria.

Os problemas de escassez de combustível causados pelas greves das refinarias e os bloqueios de depósitos são um dos principais desafios nesta terça-feira de protestos contra a reforma da previdência, da mesma forma que as mobilizações estudantis, algumas acabaram com atos de violência.

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