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Sanções causaram perdas bilionárias, diz Rússia

Primeiro-ministro foi questionado sobre a difícil situação da economia russa devido não apenas às sanções, mas a outros fatores como o petróleo


	O premiê russo, Dmitry Medvedev: "em outras palavras, as sanções não beneficiam ninguém, o que já dissemos em várias ocasiões"
 (Dmitry Astakhov/AFP)

O premiê russo, Dmitry Medvedev: "em outras palavras, as sanções não beneficiam ninguém, o que já dissemos em várias ocasiões" (Dmitry Astakhov/AFP)

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Da Redação

Publicado em 10 de dezembro de 2014 às 09h46.

Moscou - O primeiro-ministro da Rússia, Dmitri Medvedev, declarou nesta quarta-feira que as sanções internacionais causaram ao país a perda de "dezenas de bilhões de dólares", mas afirmou que o mesmo ocorreu com a União Europeia.

"Nossa economia perdeu dezenas de bilhões de dólares devido às sanções. Mas, segundo os cálculos de nossos economistas, a economia europeia perdeu 40 bilhões de euros neste ano pelos contratos rescindidos com a Rússia e outras medidas restritivas, e perderá 50 bilhões no próximo ano", analisou.

"Em outras palavras, as sanções não beneficiam ninguém, o que já dissemos em várias ocasiões. Ninguém precisa delas e, tradicionalmente, não chegam a lugar algum", ressaltou.

O primeiro-ministro foi questionado sobre a difícil situação da economia russa devido não apenas às sanções, mas a outros fatores como a queda dos preços do petróleo, que causaram uma forte desvalorização do rublo.

Medvedev admitiu que o orçamento federal poderia ser revisado, embora por enquanto não, já que o país conta com as reservas necessárias para enfrentar a atual situação.

"Se as condições econômicas mudarem consideravelmente, teremos que tomar uma decisão a respeito do orçamento. Mas não o faremos por enquanto", disse.

O primeiro-ministro considerou que, apesar da atual situação, o ano terminará com um resultado positivo devido ao "crescimento anual do PIB, que é grande se comparado a outros países", embora reconheça que também há "tendências negativas como a inflação, que superará os 9% neste ano".

Segundo a última previsão do Ministério das Finanças, revelada na semana passada, a economia russa terá um crescimento negativo de 0,8% no próximo ano e poderia, inclusive, entrar em recessão com a continuação das sanções, dos baixos preços do petróleo e de fatores estruturais internos.

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