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A Rússia anunciou nesta terça-feira a proibição das exportações de gasolina por seis meses a partir de 1º de março. A medida visa compensar o aumento da demanda dos consumidores e dos agricultores, além de permitir a manutenção planejada das refinarias.

De acordo com a Reuters, a informação foi confirmada por uma porta-voz do vice-primeiro-ministro Alexander Novak.

A Rússia já havia imposto uma proibição semelhante entre setembro e novembro do ano passado com o objetivo de combater a inflação doméstica e a escassez. Apenas quatro ex-estados soviéticos - Belarus, Cazaquistão, Armênia e Quirguistão - ficaram isentos dessa política.

Desta vez, a proibição não se estenderá aos estados membros da União Econômica Eurasiática, Mongólia, Uzbequistão e duas regiões separatistas da Geórgia apoiadas pela Rússia - Ossétia do Sul e Abkhazia.

Economia da Rússia não colapsou mesmo com guerra

Apesar das sanções se intensificarem desde o início do conflito com a Ucrânia, que completou dois anos no final de semana, a Rússia vem lutando punições sanções desde 2014, quando foi atingida por uma série de restrições comerciais após anexar ilegalmente a Crimeia da Ucrânia. Mesmo assim, as receitas provenientes de suas vendas de petróleo continuam salvando a economia do país.

As necessidades militares da Rússia envolvem suprimentos como armas e munições e bandagens. E essa intensa demanda impulsiona as indústrias que produzem esses bens, fortalecendo uma indústria que a Rússia já é muito forte.

Oitava maior economia do mundo (segundo dados do Banco Mundial de 2022), a Rússia é uma potência em setores estratégicos como petróleo, gás natural, trigo e metais. Diferente de outras nações, a Rússia é autossuficiente ma produção dessas commodities e pode passar alguns anos no aperto das sanções.

Além disso, o governo de Vladimir Putin reforçou os subsídios para hipotecas e outros tipos de empréstimos para manter e economia girando.

Vale lembrar que a Rússia entrou na guerra com pouca dívida externa e suas contas têm registrado superávit, em parte devido ao impacto da guerra sobre os preços das commodities.

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