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O serviço de inteligência militar da Rússia está oferecendo aos governos africanos um "pacote de sobrevivência" que fornece apoio militar e diplomático em troca de acesso a recursos naturais estrategicamente importantes. As informações são da CNBC.

O Royal United Services Institute (RUSI), o mais antigo think tank de defesa e segurança do mundo, detalhou ao site como o renomeado Wagner Group está trabalhando na África para consolidar e expandir as relações estratégicas de Moscou em todo o continente.

O Wagner tem sido há muitos anos um componente fundamental dos esforços do Kremlin para aumentar sua influência em países politicamente instáveis da África Central e do Sahel, incluindo a República Centro-Africana, Mali, Burkina Faso e Sudão.

No entanto, desde a morte de seu ex-líder Yevgeny Prigozhin, as operações do grupo foram absorvidas pela unidade de inteligência militar no exterior da Rússia, conhecida como GRU.

O relatório da RUSI afirmou que as autoridades russas avaliaram os pontos fortes e fracos da estratégia de Moscou para a África após o desmantelamento da Wagner pelo Ministério da Defesa, ocorrido depois de uma fracassada tentativa de golpe de Estado incentivada por Prigozhin.

"Por exemplo, foi proposto que as relações da Rússia com o Níger poderiam ser usadas para ameaçar o acesso da França ao urânio extraído no país, aumentando ainda mais a dependência do setor energético francês do urânio fornecido pela Rússia", disse o relatório.

"A 'oferta' que o GRU está promovendo agora está sendo descrita internamente como o 'pacote de sobrevivência do regime'.

O relatório publicado pela CNBC detalhou como o grupo alinhado ao Kremlin agora oferece proteção pessoal ao presidente do Mali, garantindo uma proximidade com os membros mais influentes do governo. Isso é muito semelhante à estratégia implementada pelo Wagner na República Centro-Africana. Lá, já existem canais de informação domésticas para disseminar mensagens pró-Moscou.

Bandeiras russas e do presidente Vladimir Putin já podem ser vistas em muitos países do continente, sobretudo em manifestações apoiando a tomada de poder por militares aliados de Moscou.

A RUSI sugere que a Rússia está explorando uma oportunidade de usar a instabilidade persistente na África para empurrar a migração para a Europa e desencadear mais desestabilização política, um longo jogo de guerra não convencional.

Recentemente, a Finlândia fechou suas fronteiras com a Rússia, acusando Moscou de canalizar migrantes para lá em resposta à ascensão do país na OTAN. O Kremlin negou qualquer envolvimento.

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