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Relatório sobre voo MH370 decepciona e revolta parentes de vítimas

Os familiares dos desparecidos esperavam que o relatório oficial apresentasse respostas, quatro anos depois de um dos maiores mistérios da aviação civil

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Conclusão: a equipe de investigadores é "incapaz de determinar a verdadeira causa do desaparecimento do MH370", conclui o relatório de 400 páginas (Lai Seng Sin/Reuters)

Conclusão: a equipe de investigadores é "incapaz de determinar a verdadeira causa do desaparecimento do MH370", conclui o relatório de 400 páginas (Lai Seng Sin/Reuters)

A
AFP

Publicado em 30 de julho de 2018 às, 09h30.

Última atualização em 30 de julho de 2018 às, 09h51.

O relatório da investigação apresentado na Malásia sobre o inexplicável desaparecimento em 2014 do voo da Malaysian Airlines MH370 com 239 pessoas a bordo não apresenta nenhuma informação nova, denunciaram nesta segunda-feira os parentes das vítimas, indignados com o resultado.

Os familiares dos desparecidos, em sua maioria chineses, esperavam que o relatório oficial apresentasse respostas, quatro anos depois de um dos maiores mistérios da aviação civil moderna.

Mas durante uma reunião na sede do ministério dos Transportes da Malásia, quando o relatório foi apresentado às famílias antes de sua publicação oficial, algumas pessoas criticaram um documento que consideraram muito técnico.

A equipe de investigadores é "incapaz de determinar a verdadeira causa do desaparecimento do MH370", conclui o relatório de 400 páginas.

"É muito decepcionante, estou muito frustrada, não há nada novo", declarou Intan Maizura Othman, cujo marido viajava no Boeing 777 que desapareceu em 8 de março de 2014, pouco depois de decolar de Kuala Lumpur com destino a Pequim.

"Muitos familiares fizeram perguntas e as respostas insatisfatórias provocaram a ira de várias pessoas", afirmou G. Subramaniam, que perdeu um filho na tragédia.

Nenhum rastro do avião foi encontrado na área de busca de 120.000 quilômetros quadrados no Oceano Índico. A investigação liderada pela Austrália, a maior de toda a história da aviação, foi suspensa em janeiro do ano passado.

A empresa privada americana Ocean Infinity retomou as buscas no início de 2018, com a promessa de que se não encontrasse nada não cobraria nada. Depois de analisar o leito marinho com a ajuda de drones de última geração, a empresa abandonou o projeto sem anunciar novidades.

O novo governo da Malásia, que assumiu o poder em maio, prometeu total transparência e afirmou que o relatório final, redigido por uma equipe de especialistas internacionais, seria publicado sem cortes.

Calvin Shim, marido de uma das aeromoças, esperava pouco depois de mais de quatro anos de buscas sem sucesso.

"Não encontraram a caixa-preta. Não encontraram os destroços do avião", lamentou. Ao mesmo tempo, ele espera que o governo tente encontrar novas pistas e considere a retomada das buscas.

Até hoje foram encontrados apenas três fragmentos confirmados do MH370, todos na cosa do Oceano Índico Ocidental. Várias teorias foram mencionadas sobre os motivos do desaparecimento do avião, desde um acidente até um sequestro ou um ataque terrorista.

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