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Presidência do Equador declara prisões como 'zonas de segurança'

Declaração de Daniel Noboa ocorre em meio ao confronto do governo com quadrilhas associadas ao narcotráfico e cenários de numerosos massacres

Familiares de presos se reúnem no portão de uma prisão em Guayaquil, Equador, em 28 de março de 2024 (AFP Photo)

Familiares de presos se reúnem no portão de uma prisão em Guayaquil, Equador, em 28 de março de 2024 (AFP Photo)

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Agência de notícias

Publicado em 8 de abril de 2024 às 13h48.

Os militares do Equador continuarão no controle das prisões do país, após o presidente Daniel Noboa declarar como "zonas de segurança" estas unidades carcerárias transformadas em centros de operações de quadrilhas associadas ao narcotráfico e cenários de numerosos massacres, informou a Presidência.

Noboa declarou "os centros de privação de liberdade como zonas de segurança" em comunicado divulgado na noite de domingo, 7.

Em janeiro, o presidente decretou estado de exceção para mobilizar as Forças Armadas nas prisões a fim de neutralizar cerca de 20 grupos associados ao tráfico de drogas rotulados como "terroristas" e "beligerantes".

A medida permitirá que o Exército continue controlando as prisões, uma tarefa que assumiu após a fuga de um líder importante de uma associação criminosa que ainda não foi recapturado.

O estado de exceção terminou à meia-noite de domingo, depois de expirados os 90 dias permitidos por lei. Caso queira prorrogar a medida excepcional, o presidente deverá decretar uma nova ordem que deverá ser homologada pelo Tribunal Constitucional.

Quando foi anunciada em janeiro, a medida desencadeou uma onda de violência por parte de grupos de traficantes na qual cerca de 20 pessoas morreram nas ruas e prisões do país.

Gangues criminosas ligadas a cartéis da Colômbia e do México transformaram as prisões em campos de batalha, onde disputam o controle do tráfico de drogas em confrontos que deixaram mais de 460 presos mortos desde 2021.

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