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Potências estão decididas a fechar acordo com Irã em julho

Potências do grupo 5+1 declararam que estão decididas a obter até o dia 20 de julho um acordo com o Irã sobre seu programa nuclear

Ministro iraniano das Relações Exteriores, Mohamad Javad Zarif (Atta Kenare/AFP)
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Da Redação

Publicado em 26 de junho de 2014 às 14h18.

Bruxelas - As potências do grupo 5+1 declararam nesta quinta-feira que estão decididas a obter até o dia 20 de julho um acordo com o Irã sobre seu programa nuclear, segundo o porta-voz da União Europeia .

Os diretores políticos do grupo composto por Estados Unidos, Rússia, China, França, Grã-Bretanha e Alemanha se reuniram com a chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton, para "uma intensa sessão de preparação antes do encontro na próxima semana com o Irã", indicou o porta-voz, Michael Mann.

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O grupo "afirmou sua determinação para obter um acordo completo até o dia 20 de julho", data limite para as negociações, acrescentou.

As discussões entre o grupo 5+1 e o Irã devem ser retomadas no dia 2 de julho em Viena.

As intensas negociações realizadas há seis meses têm por objetivo alcançar um acordo que garanta às potências que o Irã não busca se dotar de uma arma nuclear, em troca do levantamento das sanções internacionais contra a República Islâmica.

No dia 20 de junho, após cinco dias de negociações em Viena, o chefe da diplomacia iraniana, Mohamad Javad Zarif, pediu para o 5+1 renunciar as suas "posições maximalistas" e criticou os Estados Unidos por "uma posição mais dura que a dos outros países".

Nesta quinta, o Irã afirmou que fez propostas racionais nas negociações sobre seu programa nuclear, mas as exigências excessivas das grandes potências podem impedir um acordo até a data limite de 20 de julho.

"O Irã está preparado para uma solução e fez propostas racionais", declarou o ministro das Relações Exteriores, Mohamad Javad Zarif, segundo a agência oficial Irna.

"Mas as exigências excessivas da outra parte podem impedir um acordo. Neste caso, o mundo saberá quem é o responsável pelo bloqueio das negociações nucleares", acrescentou.

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