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ONU quer ajuda de produtores de aricanos petróleo para saúde

ONU negocia para que 10 centavos de dólar em cada barril produzido sejam destinados a prover recursos para ajudar as nações mais pobres

Hospital na África: funcionário da ONU disse que espera que arranjo seja consolidado até o início de 2015 (Pacome Pabamdji/AFP)
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Da Redação

Publicado em 20 de maio de 2014 às 12h23.

Genebra - A Organização das Nações Unidas está negociando com os países africanos produtores de petróleo para que 10 centavos de dólar em cada barril produzido sejam destinados a prover recursos para ajudar as nações mais pobres a melhorar a saúde pública, disse um alto funcionário da ONU nesta terça-feira.

O mecanismo de financiamento proposto segue dois outros esquemas de arrecadação de dinheiro para desenvolvimento de maneira não-convencional - uma taxa sobre passagens aéreas em mais de uma dezena de países e um imposto planejado em 11 nações europeias sobre as transações do mercado de ações.

Philippe Douste-Blazy, subsecretário-geral da ONU para financiamento inovador do desenvolvimento, disse que espera que o novo arranjo seja consolidado até o início de 2015.

"Em 2014 eu vou trabalhar com os líderes africanos para um imposto sobre a extração de recursos naturais, um desdobramento muito importante que, em breve, poderemos anunciar", disse Douste-Blazy, ex-ministro francês da Saúde e Relações Exteriores, em entrevista coletiva.

"Estou trabalhando com três ou quatro chefes de Estado na África para discutir com eles sobre a possibilidade de usarmos 10 centavos de dólar por barril de petróleo - é só para a África, mas é muito cedo para lhes dar os nomes desses países." Questionado sobre que iria pagar a taxa de petróleo, ele disse que viria através de orçamentos de Estado e "infelizmente" não das empresas petrolíferas, que ele indicou não estarem tão receptivas à ideia.

"Acho que temos que começar com uma contribuição microscópica, mas acho que temos que trabalhar em atividades globalizadas que se beneficiam muito com a globalização. Recursos extrativistas são uma delas. Mas, em cada caso, temos de discutir com os chefes de Estado", disse Douste-Blazy.

Douste-Blazy é o presidente da Unitaid, uma agência da Organização Mundial da Saúde que provê financiamento de longo prazo para o tratamento de HIV/Aids, malária e tuberculose nos países em desenvolvimento.

A Unitaid foi lançada em 2006 pelos governos da Grã-Bretanha, Brasil, Chile, França e Noruega e cerca de 75 por cento do seu orçamento de 300 milhões de dólares é agora financiado pela taxa sobre passagens aéreas, apoiando seus projetos em 94 países.

O Marrocos foi o último a se inscrever e ele espera que o Japão vá fazê-lo em breve.

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O mecanismo de financiamento proposto segue dois outros esquemas de arrecadação de dinheiro para desenvolvimento de maneira não-convencional - uma taxa sobre passagens aéreas em mais de uma dezena de países e um imposto planejado em 11 nações europeias sobre as transações do mercado de ações.

Philippe Douste-Blazy, subsecretário-geral da ONU para financiamento inovador do desenvolvimento, disse que espera que o novo arranjo seja consolidado até o início de 2015.

"Em 2014 eu vou trabalhar com os líderes africanos para um imposto sobre a extração de recursos naturais, um desdobramento muito importante que, em breve, poderemos anunciar", disse Douste-Blazy, ex-ministro francês da Saúde e Relações Exteriores, em entrevista coletiva.

"Estou trabalhando com três ou quatro chefes de Estado na África para discutir com eles sobre a possibilidade de usarmos 10 centavos de dólar por barril de petróleo - é só para a África, mas é muito cedo para lhes dar os nomes desses países." Questionado sobre que iria pagar a taxa de petróleo, ele disse que viria através de orçamentos de Estado e "infelizmente" não das empresas petrolíferas, que ele indicou não estarem tão receptivas à ideia.

"Acho que temos que começar com uma contribuição microscópica, mas acho que temos que trabalhar em atividades globalizadas que se beneficiam muito com a globalização. Recursos extrativistas são uma delas. Mas, em cada caso, temos de discutir com os chefes de Estado", disse Douste-Blazy.

Douste-Blazy é o presidente da Unitaid, uma agência da Organização Mundial da Saúde que provê financiamento de longo prazo para o tratamento de HIV/Aids, malária e tuberculose nos países em desenvolvimento.

A Unitaid foi lançada em 2006 pelos governos da Grã-Bretanha, Brasil, Chile, França e Noruega e cerca de 75 por cento do seu orçamento de 300 milhões de dólares é agora financiado pela taxa sobre passagens aéreas, apoiando seus projetos em 94 países.

O Marrocos foi o último a se inscrever e ele espera que o Japão vá fazê-lo em breve.

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