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Nova Zelândia assume a custódia de bebê doente de pais antivacina

O Tribunal Superior de Auckland ordenou que a criança de seis meses, identificada apenas como "Bebê W", seja colocada sob tutela parcial

 (AFP/AFP Photo)

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AFP

Publicado em 7 de dezembro de 2022, 08h24.

As autoridades neozelandesas assumiram nesta quarta-feira (7) a custódia temporária de um bebê cujos pais impediam uma cirurgia de vida ou morte porque a criança poderia receber sangue de doadores vacinados contra a covid-19.

O Tribunal Superior de Auckland ordenou que a criança de seis meses, identificada apenas como "Bebê W", seja colocada sob tutela parcial, o que permitirá a cirurgia urgente para corrigir um problema cardíaco, a estenose pulmonar valvar.

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O procedimento cirúrgico foi adiado porque os pais não aceitavam uma transfusão de sangue procedente de doador que tenha recebido uma vacina de RNA mensageiro, a tecnologia utilizada nos imunizantes anticovid da Pfizer e Moderna.

"A questão primordial é se o tratamento proposto é do melhor interesse (do bebê)", afirmou o tribunal em um comunicado.

A criança está agora sob "tutela médica do Tribunal" até o "fim da cirurgia" e sua recuperação, até o fim de janeiro no mais tardar.

Os pais permanecerão como tutores "para todos os outros propósitos" e serão "informados sobre a natureza e o progresso da condição e tratamento do Bebê W", afirma a sentença.

As autoridades de saúde do país rejeitaram o pedido dos pais de usar sangue de não vacinados.

A Nova Zelândia não faz distinção entre doações de pessoas vacinadas ou não contra a covid, pois não há risco extra pelo uso de sangue de pessoas que receberam a vacina.

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