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'Não perdoaremos e não esqueceremos': Lula é persona non grata em Israel, diz chanceler

Além do posicionamento público, o governo de Israel mudou o protocolo para encontros com diplomatas e resolveu fazer a reunião com o embaixador do Brasil em Israel no museu do Holocausto, em Jerusalém

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No começo da noite deste domingo, o Palácio do Planalto emitiu uma nota sobre o caso (Andressa Anholete/Getty Images)

No começo da noite deste domingo, o Palácio do Planalto emitiu uma nota sobre o caso (Andressa Anholete/Getty Images)

O ministro das Relações Exteriores de Israel, Israel Katz, afirmou nesta segunda-feira que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva é "persona non grata" no país até que peça desculpas. O diplomata repercutiu, mais uma vez, a fala de Lula neste domingo, quando com comparou o desastre humanitário em Gaza ao Holocausto, o que abriu uma crise diplomática entre os dois países.

"Não perdoaremos e não esqueceremos - em meu nome e em nome dos cidadãos de Israel, informei ao Presidente Lula que ele é "persona non grata" em Israel até que ele peça desculpas e se retrate de suas palavras", afirmou em publicação no X — antigo Twitter.

Além do posicionamento público, o governo de Israel mudou o protocolo para encontros com diplomatas e representantes de nações estrangeiras e resolveu fazer a reunião com o embaixador do Brasil em Israel no museu do Holocausto, em Jerusalém. Normalmente, o encontro aconteceria no Ministério das Relações Exteriores.

“Esta manhã convoquei o embaixador brasileiro em Israel para o Museu do Holocausto, o lugar que testemunha mais do que qualquer outra coisa o que os nazistas e Hitler fizeram aos judeus, incluindo membros da minha família” , afirmou o chanceler Israel Kantz no X — antigo Twitter.

Em entrevista coletiva neste domingo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comparou as mortes de palestinos em Gaza à matança de judeus na Alemanha nazista de Adolf Hitler. Pouco tempo depois, o governo de Israel anunciou que iria repreender o embaixador brasileiro em Tel Aviv. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse que “as palavras do presidente do Brasil são vergonhosas e graves”.

"A comparação do presidente brasileiro Lula entre a guerra justa de Israel contra o Hamas e as acções de Hitler e dos nazis, que destruíram 6 milhões de judeus, constitui um grave ataque anti-semita que profana a memória daqueles que morreram no Holocausto", afirmou o chanceler nas redes.

Entenda a fala de Lula

As declarações de Lula foram feitas durante entrevista a jornalistas no hotel em que ele está hospedado em Adis Abeba, capital da Etiópia. Lula foi convidado para discursar, no último sábado, na sessão de abertura da cúpula da União Africana. Ele também teve reuniões bilaterais com líderes do continente e com o primeiro-ministro da Autoridade Palestina, Mohammad Shtayyeh. No encontro, ele criticou tanto Israel quanto o Hamas.

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