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Governo dos EUA planeja coletar DNA de imigrantes ilegais detidos

Dados serão protegidos por um banco de informações do FBI, que poderá ser usado por outras divisões governamentais.

Imigração: governo Trump decretou em 2018 uma política de "tolerância zero" com a imigração irregular em sua fronteira sul (NurPhoto / Colaborador/Getty Images)

Imigração: governo Trump decretou em 2018 uma política de "tolerância zero" com a imigração irregular em sua fronteira sul (NurPhoto / Colaborador/Getty Images)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 3 de outubro de 2019 às 09h36.

Última atualização em 3 de outubro de 2019 às 09h37.

O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira um plano para coletar amostras de DNA de todos os imigrantes detidos por cruzarem a fronteira irregularmente.

"Já estamos coletando dados biométricos tradicionais, este será um conjunto adicional que nos ajudará a identificar pessoas no futuro", disseram funcionários do Departamento de Segurança Interna (DHS) que conversaram com jornalistas na condição de anonimato.

O governo Trump decretou em 2018 uma política de "tolerância zero" com a imigração irregular em sua fronteira sul.

Os dados serão protegidos por um banco de informações do FBI, que poderá ser usado por outras divisões governamentais.

"Isso nos permitirá identificar melhor uma pessoa que entrou ilegalmente no país", disseram os funcionários.

Esse projeto difere dos testes rápidos de DNA realizados para determinar a filiação.

Os funcionários indicaram que existem regulamentos sobre a coleta de amostras de DNA para detidos que foram emitidos pelo Departamento de Justiça em 2006 e 2010, mas que não foram implementados.

No ano fiscal de 2018, houve 396.579 prisões na fronteira dos EUA com o México, a grande maioria procedente de El Salvador, Honduras e Guatemala.

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