Mundo

EUA realiza primeiro exercício militar na Península Coreana desde 2017

Bombardeiro B-1B apoiou treinamento militar dos sul-coreanos em Pilsung

Estados Unidos reforçaram apoio à Coreia do Sul durante exercício militar. (Anadolu/Getty Images)

Estados Unidos reforçaram apoio à Coreia do Sul durante exercício militar. (Anadolu/Getty Images)

Fernando Olivieri
Fernando Olivieri

Redator na Exame

Publicado em 6 de junho de 2024 às 09h30.

Um bombardeiro B-1B Lancer da Força Aérea dos EUA uniu-se às forças sul-coreanas para um exercício de treinamento com munição real, conduzindo lançamentos de bombas de 500 libras, nesta quarta-feira (5). Este é o primeiro exercício de bombardeio com munição real do B-1B na península coreana desde 2017, quando as tensões entre os EUA e a Coreia do Norte estavam no auge. As informações são da Business Insider.

O B-1B Lancer, um bombardeiro convencional de longo alcance com grande capacidade de carga útil, participou do treinamento junto com a Força Aérea da Coreia do Sul. A última vez que o B-1B lançou munições reais na península foi em 2017, um período em que os EUA frequentemente enviavam a aeronave para a região em resposta às provocações da Coreia do Norte.

A Força Aérea dos EUA divulgou informações sobre o treinamento na quarta-feira, informando que um B-1B Lancer do 37º Esquadrão de Bombardeiros Expedicionários da Base Aérea de Anderson em Guam juntou-se aos F-15Ks Slam Eagles sul-coreanos para "treinamento com munição real e apoio aéreo aproximado no Campo de Pilsung, República da Coreia". O bombardeiro e as aeronaves militares sul-coreanas "lançaram com sucesso munições reais GBU-38, bombas conjuntas de ataque direto de 500 libras, atingindo simultaneamente múltiplos alvos simulados".

"A integração de hoje com a República da Coreia demonstrou a capacidade de nossa frota B-1 de realizar ataques de precisão com armas reais em um local desconhecido," disse o Tenente-Coronel Christian Hoover, comandante do 37º EBS. "A parceria com a ROK nos permite apoiar os objetivos de segurança nacional através da velocidade, flexibilidade e prontidão de nossos bombardeiros estratégicos," acrescentou ele.

Apoio à Coreia do Sul

O apoio dos EUA à Coreia do Sul tem sido um pilar fundamental da segurança regional desde a Guerra da Coreia (1950-1953). Com a assinatura do Tratado de Defesa Mútua entre os Estados Unidos e a República da Coreia em 1953, os EUA comprometeram-se a defender a Coreia do Sul contra qualquer agressão externa. Este tratado tem sido a base para uma presença militar contínua dos EUA na península coreana, com dezenas de milhares de tropas americanas estacionadas na Coreia do Sul como parte do compromisso de dissuasão e defesa.

Ao longo dos anos, os EUA e a Coreia do Sul têm realizado exercícios militares conjuntos regulares para melhorar a interoperabilidade e a prontidão das suas forças armadas. Esses exercícios são projetados para preparar ambos os países para responderem a qualquer ameaça da Coreia do Norte, que mantém um programa nuclear ativo e frequentemente realiza testes de mísseis que provocam tensões na região.

Os exercícios conjuntos, como o recente treinamento com o B-1B Lancer, também servem como uma demonstração de força e um sinal claro de que os EUA estão comprometidos com a segurança da Coreia do Sul. Esse tipo de cooperação militar reforça a aliança entre os dois países e envia uma mensagem dissuasiva à Coreia do Norte e outros potenciais adversários na região.

Em um momento de contínua instabilidade na península coreana, a colaboração entre os EUA e a Coreia do Sul é crucial para manter a paz e a estabilidade na região. O recente exercício de bombardeio com o B-1B Lancer destaca a prontidão e a capacidade das forças aliadas para responder a qualquer ameaça emergente, reforçando a importância da aliança de defesa entre os dois países.

Acompanhe tudo sobre:Coreia do SulCoreia do NorteEstados Unidos (EUA)MilitaresGuerras

Mais de Mundo

EUA anuncia que vai priorizar entregas de sistemas de defesa aérea Patriot para a Ucrânia

Putin ganha cães de Kim Jong-un durante visita à Coreia do Norte; veja fotos

Ozempic e Wegovy "acabam" com canetas de insulina na África do Sul; entenda

Investimento estrangeiro cai 10% no Brasil em 2023, aponta relatório da ONU

Mais na Exame