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A inflação na Argentina teve recuo e em outubro e subiu 8,3% no mês, segundo dados do Indec, órgão oficial de estatísticas do país, divulgados nesta segunda-feira, 13.

Com isso, a elevação anual dos preços atingiu 142,7% nos últimos 12 meses. Em setembro, a elevação mensal foi de 12,7%, e o acumulado anual estava em 138,3%.

Os setores com maior alta foram de comunicações (12,6%), roupas e calçados (11%) e equipamentos domésticos (10,7%).

A manutenção do cámbio oficial congelado, assim como acordos para bloquear vários preços, como tarifas de energia e combustíveis, ajudaram a segurar a inflação, segundo a consultoria Ecolatina.

"A inflação acelerou fortemente nos últimos meses, pressionada pela disparada da taxa de câmbio e a incerteza em relação à política econômica após as eleições. Incerteza que só tem aumentado na medida em que ambos os candidatos têm dado poucas pistas concretas sobre suas agendas econômicas caso sejam eleitos", aponta análise do Bradesco. O banco aponta que estimativas do mercado apontam que a taxa anual de inflação pode chegar a até 265% no ano que vem.

A Argentina enfrenta uma piora da crise econômica este ano, em meio às eleições presidenciais. A inflação anual está em seu maior percentual desde 1991 e o peso teve forte desvalorização no mercado paralelo. Nesta segunda, o dólar blue, apelido da cotação paralela, estava em 925 pesos por dólar, quase três vezes mais do que a taxa oficial, de 365,50 pesos. Em agosto, o blue era cotado a 600 pesos.

O segundo turno das eleições na Argentina será realizado no próximo domingo, dia 19. O atual ministro da Economia, Sergio Massa, enfrenta o deputado ultraliberal Javier Milei. As pesquisas mostram empate técnico entre os dois, com ligeira vantagem a Milei na maioria dos estudos.

O governo sinalizou ao mercado que não deve desvalorizar ainda mais o peso ou tomar medidas bruscas antes da votação. No entanto, há temor sobre o que pode ocorrer após a votação, como uma desvalorização súbita ou uma corrida bancária.

Milei promete dolarizar a economia argentina, acabando com o peso, e também defende o fim do Banco Central. No entanto, ele tem ponderado que implantar essas duas medidas pode levar tempo. Em um debate no domingo, 12, ele reafirmou essas duas intenções e prometeu "exterminar o câncer da inflação".

Já Massa, que segue no cargo de ministro da Economia durante a campanha, defende aumentar exportações e atrair mais investimentos ao país como forma de superar a crise. Ele também promete fazer um governo de união nacional e que, se for eleito presidente, poderá ter um ministro da Economia que não seja de seu partido.

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