De luto por atropelamentos, G7 discute Rússia e acordo nuclear

ÀS SETE - O evento se encerra com a última rodada de reuniões sobre segurança, depois que ontem uma van avançou sobre pedestres e deixou ao menos 10 mortos

Reuniões do G7, o grupo que reúne os países mais ricos do mundo, costumam tratar de grandes temas a milhares e milhares de quilômetros de distância.

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Pois na atual reunião do grupo de ministros das relações exteriores, em Toronto, no Canadá, uma das pautas em discussão se exibiu de um jeito aterrador.

Nesta terça-feira, o evento se encerra com a última rodada de reuniões sobre segurança, com temas como Rússia, acordo nuclear e terrorismo em pauta. Ontem, uma van avançou sobre pedestres na cidade e deixou ao menos 10 mortos.

Nesta rodada de reuniões – que antecede o encontro oficial, marcado para junho, no Canadá -, os ministros das Relações Exteriores do Reino Unido, da Itália, dos Estados Unidos, da Alemanha, da França, do Japão e do Canadá afirmaram que vão criar um grupo de trabalho para estudar o “comportamento nocivo” do governo russo.

Esta é a primeira reunião entre a alta cúpula dos países-membros após o ataque com mísseis à Síria. Principal aliada do regime sírio de Bashar al-Assad, a Rússia nega envolvimento de tropas sírias em um ataque com armas químicas à cidade rebelde de Duma, no início do mês, que deixou dezenas de mortos e centenas de feridos.

O ataque foi retaliado por um outro contra instalações de armas químicas do governo sírio, comandado por tropas da França, do Reino Unido e dos Estados Unidos.

Duramente criticada pela aliança com o governo da Síria, a Rússia também tem perdido apoio do G7 por outros eventos, digamos, inoportunos.

No mês passado, um ataque com agente tóxico contra o ex-espião russo Sergei Skripal e contra sua filha Yulia desencadeou uma crise diplomática, que teve mais de 150 diplomatas russos expulsos de 20 países.

Segundo o chanceler britânico, Boris Johnson, ficou decidido que um grupo seria criado para analisar o comportamento da Rússia “em todas as suas manifestações, seja na guerra cibernética, na desinformação, nas tentativas de assassinato, seja lá o que for”.

Formas de combate ao terrorismo e ao extremismo islâmico também estarão em discussão. França e Alemanha também têm pressionado por novas ações sobre o Acordo Nuclear com o Irã.

Os líderes dos países europeus afirmaram que farão um apelo ao presidente dos EUA, Donald Trump, para que não se retire de um acordo nuclear com grandes potências.

Trump tinha dado aos signatários europeus um prazo para resolver as “falhas” do acordo, ou se recusaria a estender o alívio de sanções dos Estados Unidos ao país do Oriente Médio.

Terrorismo, ataques químicos, ameaças nucleares. A primavera de Toronto terá uma terça-feira quente.

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