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Coreia do Sul encerra buscas em naufrágio da balsa Sewol

Nove pessoas continuam desaparecidas

Embarcações acompanham naufrágio do Sewol: o resgate também causou a morte de dois dos mergulhadores (KIM HONG-JI/Reuters)
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Da Redação

Publicado em 11 de novembro de 2014 às 05h54.

Seul - O governo da Coreia do Sul anunciou nesta terça-feira que encerrou as operações de busca pelos nove corpos que continuam desaparecidos desde o naufrágio da embarcação Sewol, que ocorreu em abril e causou a morte de 304 pessoas.

A decisão aconteceu após uma reunião do gabinete de governo presidida pelo primeiro-ministro sul-coreano, Chung Hong-won, informou a agência local "Yonhap".

Os trabalhos de resgate, nos quais participaram milhares de mergulhadores, começaram imediatamente depois do naufrágio da balsa no dia 16 de abril, que tinha 476 pessoas a bordo, a maioria estudantes de ensino médio.

As equipes de resgate só conseguiram salvar 172 pessoas, todas elas nas primeiras horas depois do naufrágio, enquanto a maioria dos corpos foram recuperados nas semanas seguintes ao acidente.

O resgate também causou a morte de dois dos mergulhadores que participavam das operações.

No final de outubro, os familiares dos nove desaparecidos se posicionaram contra uma operação para emergir a balsa do fundo do mar (seis votos contra cinco), aparentemente por considerarem que os corpos poderiam ser perdidos ou deteriorados nesse processo.

A decisão de encerrar as operações de busca pelos desaparecidos acontece algumas horas antes de o juiz do Tribunal de Distrito de Gwangju, no sudoeste do país, anunciar a sentença do capitão e de outros 14 membros da tripulação da balsa.

O julgamento da tripulação vem atraindo grande atenção midiática desde que foi iniciado em junho. Agora falta apenas a sentença, depois que no dia 27 de outubro os promotores solicitaram pena de morte para o capitão, acusado de homicídio por negligência grave.

Quanto ao restante da tripulação, a promotoria pediu penas que vão de 15 anos até a prisão perpétua.

Segundo a versão dos promotores, o capitão e os 14 tripulantes demoraram a dar uma ordem de evacuação, não prestaram o devido socorro e abandonaram a balsa enquanto ela afundava, agindo com negligência em relação à segurança dos passageiros, o que é uma violação da lei relativa à segurança marítima. EFE

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Seul - O governo da Coreia do Sul anunciou nesta terça-feira que encerrou as operações de busca pelos nove corpos que continuam desaparecidos desde o naufrágio da embarcação Sewol, que ocorreu em abril e causou a morte de 304 pessoas.

A decisão aconteceu após uma reunião do gabinete de governo presidida pelo primeiro-ministro sul-coreano, Chung Hong-won, informou a agência local "Yonhap".

Os trabalhos de resgate, nos quais participaram milhares de mergulhadores, começaram imediatamente depois do naufrágio da balsa no dia 16 de abril, que tinha 476 pessoas a bordo, a maioria estudantes de ensino médio.

As equipes de resgate só conseguiram salvar 172 pessoas, todas elas nas primeiras horas depois do naufrágio, enquanto a maioria dos corpos foram recuperados nas semanas seguintes ao acidente.

O resgate também causou a morte de dois dos mergulhadores que participavam das operações.

No final de outubro, os familiares dos nove desaparecidos se posicionaram contra uma operação para emergir a balsa do fundo do mar (seis votos contra cinco), aparentemente por considerarem que os corpos poderiam ser perdidos ou deteriorados nesse processo.

A decisão de encerrar as operações de busca pelos desaparecidos acontece algumas horas antes de o juiz do Tribunal de Distrito de Gwangju, no sudoeste do país, anunciar a sentença do capitão e de outros 14 membros da tripulação da balsa.

O julgamento da tripulação vem atraindo grande atenção midiática desde que foi iniciado em junho. Agora falta apenas a sentença, depois que no dia 27 de outubro os promotores solicitaram pena de morte para o capitão, acusado de homicídio por negligência grave.

Quanto ao restante da tripulação, a promotoria pediu penas que vão de 15 anos até a prisão perpétua.

Segundo a versão dos promotores, o capitão e os 14 tripulantes demoraram a dar uma ordem de evacuação, não prestaram o devido socorro e abandonaram a balsa enquanto ela afundava, agindo com negligência em relação à segurança dos passageiros, o que é uma violação da lei relativa à segurança marítima. EFE

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