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Congresso dos EUA aprova medida que evita paralisação do governo

Lei permitirá ao governo seguir financiando os gastos estatais até o começo de março

Congresso americano, em Washington (EUA) (Tim Graham/Getty Images)

Congresso americano, em Washington (EUA) (Tim Graham/Getty Images)

AFP
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Agência de notícias

Publicado em 18 de janeiro de 2024 às 20h23.

O Congresso dos Estados Unidos aprovou nesta quinta-feira, 18, uma lei provisória de financiamento para manter em funcionamento as agências federais por mais seis semanas e evitar uma paralisação parcial do governo.

Correndo para aprová-la antes da meia-noite de sexta-feira, a Câmara dos Representantes, em uma demonstração rara de união, decidiu manter as luzes acesas pelo menos até 1º de março. Momentos antes, a medida havia sido aprovada pelo Senado.

Com o dinheiro para muitos departamentos prestes a se esgotar depois das 23h59 de sexta-feira em Washington, o Congresso aprovou o texto, que será encaminhado ao presidente Joe Biden para ser promulgado antes desse prazo. Caso contrário, milhares de funcionários, entre eles milhares de controladores aéreos, seriam forçados a uma demissão técnica.

O Congresso americano estava sob pressão para evitar o famoso "shutdown" parcial do governo, sobretudo tendo em conta que uma tempestade de neve pode chegar a Washington nesta sexta-feira e a Câmara dos Representantes já cancelou as votações previstas para esse dia.

A lei permitirá ao governo seguir financiando os gastos estatais até o começo de março, o que dará tempo ao Congresso para chegar a um acordo mais amplo sobre o orçamento e o detalhamento dos gastos.

A incapacidade recorrente do Congresso para aprovar um orçamento para o ano fiscal - que começou há quatro meses - ilustra a natureza disfuncional do aparato institucional americano. Frequentemente, recorre-se a medidas de financiamento adotadas por períodos curtos para evitar a paralisia orçamentária.

O texto votado hoje foi objeto de duras negociações entre os republicanos, que têm maioria na Câmara, e os democratas, que controlam o Senado. A divergência entre ambas as partes se concentra nos itens de gastos.

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