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Medicamentos para tratamento de covid-19 em seres humanos serão disponibilizados para serviços veterinários no Chipre, onde uma mutação de um coronavírus felino já matou milhares de gatos desde janeiro.

A decisão foi anunciada pelo Ministério da Agricultura cipriota na semana passada, após uma investigação sobre as mortes felinas "que aumentaram muito este ano", disse o gabinete, segundo o portal local Cyprus Mail.

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"Estoques de preparações que foram usadas para tratar casos humanos de coronavírus e não são mais usadas podem ser disponibilizadas", disse um comunicado do palácio presidencial.

A associação de veterinários de Chipre elogiou na sexta-feira, 5 a decisão. Em comunicado, a associação disse que solicitou ao governo o acesso ao medicamento a "preços razoáveis" desde o início deste ano, quando a mutação que causa a letal Peritonite Infecciosa Felina (PIF) começou a surgir visivelmente na população de gatos da ilha. "Queremos garantir que continuaremos investigando e controlando o aumento do caso de FCov-2023", disse a associação.

O chefe dos Serviços Veterinários do Chipre, Hristodoulos Pipis, disse à emissora estatal na sexta-feira, 4, que os donos de gatos podem receber medicamentos em forma de comprimidos por 2,5 euros (R$ 13,50) após exames e diagnóstico formal.

O nome comercial do medicamento é Lagevrio e o princípio ativo é o molnupiravir. A presidente da Associação Veterinária, Nektaria Ioannou Arsenoglou, disse à Associated Press que o vírus felino mutante não está relacionado à covid-19 e não é transmissível aos humanos. O farmacêutico do Ministério da Saúde, Costas Himonas, disse à AP que 2 mil pacotes do medicamento estarão disponíveis para veterinários ao longo do mês. Ele acrescentou que não há risco de escassez de medicamentos no caso de um novo surto da doença.

Em julho, protetores de animais estimavam mais de 300 mil mortos devido ao PIF na ilha. Entretanto, a associação veterinária de Chipre disse que esses relatos eram um exagero e que cerca de 8 mil casos clínicos foram relatados desde janeiro, segundo o Cyprus Mail.

Antes de o governo autorizar o uso do medicamento, devido à epidemia da doença na ilha, algumas pessoas recorreram a tratamentos clandestinos. "Compramos nossos remédios no mercado clandestino na internet.

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