Mundo

Argentina e FMI chegam a 'acordo inicial' sobre renegociação de dívida

Espera-se que o acordo seja concluído nos próximos dias para avançar com o programa de empréstimos da Argentina

Estadão Conteúdo
Estadão Conteúdo

Agência de notícias

Publicado em 23 de julho de 2023 às 17h22.

Última atualização em 23 de julho de 2023 às 17h27.

O Ministério da Economia da Argentina e o Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciaram neste domingo, 23, que suas equipes chegaram a um "acordo inicial" sobre renegociação da dívida do país.

"As equipes do Ministério da Economia e do Banco Central da República Argentina (BCRA) e o corpo técnico do FMI concluíram os aspectos centrais do trabalho técnico da próxima revisão", informou o ministério argentino, por meio do Twitter.

Leia também: Crise na Argentina atrai turistas de países vizinhos com esqui, carne e vinhos barato

"O referido acordo visa consolidar a ordem fiscal e fortalecer as reservas, reconhecendo o forte impacto da seca, os prejuízos às exportações e às receitas fiscais do país."

Segundo a autoridade, espera-se que o acordo seja concluído nos próximos dias para avançar com o programa de empréstimos da Argentina. As negociações ocorrem em um momento no qual o país sofre com índices extremamente elevados de inflação, reservas internacionais escassas e desvalorização acentuada do peso argentino, enquanto o governo e o BCRA implementam medidas para tentar regularizar a economia e a dívida pública argentina.

Histórico de renegociações

A Argentina fechou um acordo com o FMI ainda no governo de Mauricio Macri, em 2018, no valor de US$ 50 bilhões, em razão de dificuldades fiscais. Em março de 2022, o presidente Alberto Fernández fez uma renegociação deste acordo com o fundo, no valor de US$ 45 bilhões.

No início de julho, sem reservas líquidas em dólares e também devendo a investidores privados, a Argentina negociou com o FMI o pagamento de todas as suas parcelas de julho. A medida é prevista nos acordos com o FMI e por isso não é considerado um atraso, mas aponta a dificuldade do governo em obter mais dinheiro em meio à crise econômica. 

Acompanhe tudo sobre:ArgentinaFMI

Mais de Mundo

Câmara baixa do Arizona aprova revogação de lei do século XIX que veta aborto em todos os casos

Premiê da Espanha enfrenta crise política após sua mulher ser investigada por corrupção

TikTok diz que recorrerá à Justiça após lei que pode proibi-lo nos EUA

EUA promete enviar ajuda militar à Ucrânia 'nas próximas horas'

Mais na Exame