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Analistas encontram novos restos humanos na Ucrânia

Analistas internacionais encontraram novos restos humanos das pessoas que estavam a bordo do avião malásio que caiu na Ucrânia

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	Corpos de vítimas do avião da Malaysia Airlines que caiu no leste da Ucrânia
 (Maxim Zmeyev/Reuters)

Corpos de vítimas do avião da Malaysia Airlines que caiu no leste da Ucrânia (Maxim Zmeyev/Reuters)

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Boris Klimenko

Publicado em 1 de agosto de 2014 às, 14h36.

Kiev - O grupo de analistas internacionais que examinou nesta sexta-feira a zona do acidente do avião malásio no leste da Ucrânia encontrou novos restos humanos das 298 pessoas que estavam a bordo do aparelho.

"Eles levaram todos os restos humanos achados", informou o responsável da missão de repatriação à Holanda, Pieter-Jaap Aalbersberg, em comunicado divulgado pelo governo desse país.

Legista e especialistas em aviação da Holanda e Austrália dedicaram várias horas a percorrer o campo onde caiu o avião, situado em frente à pequena cidade de Grabovo, onde se encontra a maior parte dos restos do Boeing 777.

O grupo, formado por 53 analistas holandeses -o país com maior número de mortos-; 38 australianos e 10 observadores da OSCE (Organização para a Segurança e Cooperação na Europa), segundo Vladimir Groizman, vice-primeiro-ministro ucraniano, chegou hoje a essa zona através de um corredor seguro.

Os analistas se dividiram em grupos para completar o trabalho e uma vez concluída a jornada, decidiram não retornar a Donetsk, a capital regional, mas passar a noite em uma cidade mais próxima, Soledar, sob o controle das forças governamentais ucranianas.

Segundo as autoridades australianas, na zona poderiam ser encontrados os restos de 80 dos quase 300 ocupantes do aparelho, dos quais a grande maioria se encontra na cidade de Kharkiv ou já foram repatriados à Holanda.

Os separatistas pró-Rússia que controlam parcialmente o amplo território no qual ficaram disseminados os restos do avião acidentado afirmaram hoje que na zona podem ter ainda restos das vítimas do fatídico voo.

"Um grande fragmento da fuselagem está junto à cidade de Petropavlovka. Não o levantamos porque esperamos a chegada dos analistas. Debaixo dele pode ter corpos", disse à agência russa "RIA Novosti" um porta-voz dos rebeldes.

Os analistas também buscam entre os restos do Boeing malásio provas sobre as autênticas causas da catástrofe do aparelho supostamente derrubado por um míssil em 17 de julho e objetos pessoais para enviá-los aos familiares das vítimas.

Por outro lado, a Rússia entregou hoje à comissão de investigação internacional os dados dos controladores aéreos russos sobre a tragédia do avião de Malaysia Airlines.

Os dados entregues por representantes da agência federal da aviação russa "Rosaviatsia" correspondem à situação aérea captada pelo centro de controle regional da região de Rostov, limítrofe com Donetsk, no momento da tragédia.

A catástrofe ocorreu quando o avião de passageiros sobrevoava uma zona controlada pelos milicianos separatistas a mais de 50 quilômetros da fronteira russa.

O presidente ucraniano, Petro Poroshenko, informou hoje sobre o começo da investigação para a chanceler alemã, Angela Merkel, que agradeceu Kiev pelos esforços para garantir a segurança da missão.

Os insurgentes pró-Rússia qualificaram hoje de "intervenção armada" o previsto desdobramento de policiais estrangeiros em torno do local da tragédia, embora seu objetivo seja garantir a segurança dos analistas internacionais.

"Certamente, esta é uma situação degradante que não contribuirá para regular o conflito. Em resumo, é uma intervenção militar", assegurou Andrei Purguin, vice-primeiro-ministro da autoproclamada república popular de Donetsk, à agência russa "Interfax".

O separatista denunciou que "não se trata de dezenas, mas de milhares de policiais".

"Segundo nossos dados, Kiev se dispõe a desdobrar no território da república popular de Donetsk policiais holandeses e australianos, mas não Polícia Civil, como se disse em um primeiro momento, mas (agentes) equipado com armas", destacou.

O acordo estipula que a missão estará composta por não mais de 700 soldados armados da Holanda, Austrália e Malásia, e o serviço terminará assim que concluir a investigação da catástrofe aérea.

O pessoal poderá levar armamento e "recorrer à força em defesa própria e no cumprimento das atividades contempladas no acordo", assinala o documento.

Pouco antes da chegada dos analistas, forças governamentais caíram em uma emboscada rebelde e sofreram várias baixas em suas fileiras, até 10, segundo fontes oficiais, e 11 seguem desaparecidos.

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