Vitória: A cidade acumulou alta de 11,93% nos últimos 12 meses, a maior valorização entre as capitais monitoradas (filipefrazao/Thinkstock)
Repórter de Mercados
Publicado em 1 de outubro de 2026 às 05h00.
O mercado imobiliário residencial brasileiro acelerou em setembro, com alta de 0,58% no mês e valorização de 5,51% nos últimos 12 meses, segundo o Índice FipeZAP. O avanço ficou acima da inflação, e Vitória (ES) liderou o ranking entre as capitais, com alta de 11,93% em um ano e preço médio de R$ 15.905 por metro quadrado.
O mercado imobiliário residencial brasileiro voltou a acelerar em setembro. O Índice FipeZAP de Venda Residencial registrou alta de 0,58% no mês, acima do avanço de 0,53% observado em agosto, e encerrou os últimos 12 meses com valorização de 5,51%.
O movimento superou a inflação no período. A alta dos preços dos imóveis ficou acima do IPCA, que acumulou 4,45%, e do IGP-M, com variação de 3,34%, segundo o levantamento.
A valorização foi disseminada pelo país: 46 das 56 cidades monitoradas pelo FipeZAP tiveram aumento nos preços em setembro, incluindo 19 das 22 capitais analisadas.
No acumulado de 2026 até setembro, os preços residenciais subiram 4,04%, também acima da inflação acumulada no período, de 3,83%.
Entre as capitais, o destaque do índice foi novamente Vitória, no Espírito Santo. A cidade acumulou alta de 11,93% nos últimos 12 meses, a maior valorização entre as capitais monitoradas.
A capital capixaba também manteve a liderança no ranking de preços. O metro quadrado residencial chegou a R$ 15.905 em setembro, o maior valor entre as 56 cidades analisadas.
No acumulado de 2026, Vitória registra valorização de 12,04%, enquanto o mercado residencial brasileiro avançou 4,04%.
A trajetória de alta vem de um ciclo mais longo. Segundo o histórico do FipeZAP, a cidade registrou valorização de 19,86% em 2021, 23,23% em 2022, 12,51% em 2024 e 15,13% em 2025.
Para Eduardo Schwartz Borges, diretor de Economia e Estatística do Sinduscon-ES, um dos fatores que explicam o desempenho é a limitação de oferta.
“Os terrenos vão acabando, e aquilo que vai ficando escasso, com mais demanda de morador pré-existente, vai ficando mais caro”, afirma.
Vitória é a menor capital do país em território, o que reduz a disponibilidade de áreas para novos empreendimentos. Segundo Borges, essa característica aumenta a disputa por terrenos e ajuda a sustentar os preços.
Outro ponto é a diferença em relação aos municípios vizinhos. Vila Velha, por exemplo, possui maior disponibilidade de áreas e chega a lançar mais empreendimentos do que a capital. “Vila Velha chega a lançar mais que o dobro de empreendimentos do que Vitória”, diz.
Segundo o especialista, o Espírito Santo também passa por um momento econômico favorável, impulsionado por atividades como comércio internacional, expansão das áreas portuárias e valorização do café no mercado externo.
Outro fator é a chegada de novos moradores. “É muito nítido para os capixabas a chegada de muita gente de fora vindo morar aqui. Isso não acontecia há algumas décadas”, afirma Borges.
O movimento, segundo ele, está relacionado à busca por qualidade de vida, trabalho remoto e percepção de segurança pública em comparação com grandes centros urbanos.
Apesar de não liderar a valorização, São Paulo continua entre os mercados residenciais mais caros do país.
O preço médio anunciado na capital paulista chegou a R$ 12.206 por metro quadrado em setembro, o terceiro maior valor entre as capitais, atrás de Vitória e Florianópolis, que registrou R$ 13.607/m².
No mês, os preços em São Paulo avançaram 0,52%. No acumulado de 2026, a alta chegou a 2,60%, enquanto nos últimos 12 meses o avanço foi de 3,64%.
Entre as capitais, os maiores preços médios por metro quadrado foram:
No ranking que considera todas as cidades monitoradas, além das capitais, Balneário Camboriú (SC) aparece com R$ 15.369/m² e Itapema (SC), com R$ 15.340/m².
A valorização também variou conforme o tipo de imóvel. Nos últimos 12 meses, unidades de um dormitório registraram alta de 7,48%, acima da média geral do índice, de 5,51%.
Os imóveis de dois dormitórios tiveram valorização de 5,40%, enquanto unidades de quatro ou mais dormitórios avançaram 5,19%. Já os apartamentos de três dormitórios registraram a menor alta, de 3,87%.
Segundo Mariangela Silva, economista do Grupo OLX, a performance dos imóveis compactos está relacionada ao perfil de demanda.
“Unidades compactas costumam atender públicos diversos, desde pessoas que moram sozinhas e casais sem filhos até investidores interessados em imóveis com tíquete total potencialmente menor e possibilidade de geração de renda por locação”, afirma.
Em setembro, os apartamentos de um dormitório também apresentaram o maior preço médio por metro quadrado, de R$ 12.260/m². As unidades de dois dormitórios tiveram o menor valor médio, de R$ 8.989/m².
O avanço dos preços residenciais acima dos índices de inflação indica uma valorização real dos imóveis anunciados, mas não significa que a compra tenha ficado automaticamente mais acessível ou mais difícil para todos os consumidores.
A decisão de compra depende de outros fatores, como evolução da renda das famílias, disponibilidade de crédito imobiliário, custo do financiamento e condições oferecidas pelos bancos.
Segundo Mariangela Silva, o comportamento do mercado precisa ser analisado considerando as diferenças entre cada região. “O mercado imobiliário é altamente heterogêneo. Embora o preço médio nacional tenha fechado setembro em R$ 10.015/m², as taxas e o ritmo de valorização variam de acordo com a localidade”, afirma.
Em setembro, o preço médio residencial considerando as 56 cidades monitoradas pelo Índice FipeZAP ficou em R$ 10.015 por metro quadrado.
Segundo o Índice FipeZAP de Venda Residencial, os preços dos imóveis residenciais tiveram alta de 5,51% nos últimos 12 meses até setembro de 2026. O resultado ficou acima do IPCA, que acumulou 4,45%, e do IGP-M, com variação de 3,34% no período.
Vitória, no Espírito Santo, liderou a valorização entre as capitais monitoradas pelo FipeZAP. A cidade acumulou alta de 11,93% nos últimos 12 meses e de 12,04% no acumulado de 2026 até setembro.
Vitória teve o maior preço médio residencial entre as capitais analisadas, com R$ 15.905 por metro quadrado em setembro. Florianópolis ficou em segundo lugar, com R$ 13.607/m², seguida por São Paulo, com R$ 12.206/m².
Segundo Eduardo Schwartz Borges, diretor de Economia e Estatística do Sinduscon-ES, a valorização está relacionada à limitação de oferta de terrenos, ao aumento da demanda e à chegada de novos moradores. A menor disponibilidade de áreas na capital aumenta a disputa por novos empreendimentos.
Os imóveis de um dormitório tiveram a maior valorização nos últimos 12 meses, com alta de 7,48%, acima da média geral do índice, de 5,51%. As unidades de dois dormitórios subiram 5,40%, enquanto apartamentos de quatro ou mais dormitórios avançaram 5,19%.
Sim. O preço dos imóveis residenciais na capital paulista subiu 0,52% em setembro. No acumulado de 2026, a alta foi de 2,60%, e nos últimos 12 meses, de 3,64%. O preço médio chegou a R$ 12.206 por metro quadrado.
Não necessariamente. Embora os preços tenham subido acima da inflação, a decisão de compra depende de outros fatores, como renda das famílias, disponibilidade de crédito imobiliário, custo do financiamento e condições oferecidas pelos bancos.