• AALR3 R$ 19,60 -1.01
  • AAPL34 R$ 74,36 1.72
  • ABCB4 R$ 16,43 1.36
  • ABEV3 R$ 14,53 0.35
  • AERI3 R$ 3,81 -1.04
  • AESB3 R$ 10,67 -1.11
  • AGRO3 R$ 32,37 2.76
  • ALPA4 R$ 21,90 -0.82
  • ALSO3 R$ 19,62 0.26
  • ALUP11 R$ 26,19 0.42
  • AMAR3 R$ 2,23 3.24
  • AMBP3 R$ 29,72 4.54
  • AMER3 R$ 23,04 1.63
  • AMZO34 R$ 72,52 3.90
  • ANIM3 R$ 5,38 7.60
  • ARZZ3 R$ 82,03 2.08
  • ASAI3 R$ 15,52 1.84
  • AZUL4 R$ 20,75 11.02
  • B3SA3 R$ 11,44 -3.87
  • BBAS3 R$ 35,10 -0.17
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Aluguel: com a retomada da economia, menos pessoas tentam reduzir a conta

O índice de renegociação do aluguel de imóveis residenciais e comerciais em São Paulo caiu de 34% no início da pandemia para 4% em agosto
Arthur Malcon, do QuintoAndar: plataforma lançou “Negociômetro” para facilitar a negociação direta entre inquilinos e proprietários durante a pandemia (Divulgação/QuintoAndar)
Arthur Malcon, do QuintoAndar: plataforma lançou “Negociômetro” para facilitar a negociação direta entre inquilinos e proprietários durante a pandemia (Divulgação/QuintoAndar)
Por Ernesto YoshidaPublicado em 03/09/2020 13:25 | Última atualização em 03/09/2020 13:25Tempo de Leitura: 3 min de leitura

A perda ou a redução de renda causada pela pandemia do coronavírus fez com que muitas famílias não vissem outra saída a não ser renegociar uma das despesas que mais pesam no orçamento: o aluguel. Dados da Associação das Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios de São Paulo (Aabic) mostram que 34% dos imóveis residenciais e comerciais da carteira de locação das administradoras do estado de São Paulo foram renegociados no início da pandemia, em abril. “Com a reabertura das atividades econômicas e a recuperação de renda de muitos locatários, esse percentual caiu para 4% em agosto”, diz Julisa Siqueira Pessoa, diretora de locação da Aabic. Os descontos variam entre 10% e 50% no valor do aluguel.

Vice-presidente do Grupo Graiche e presidente da Aabic, José Roberto Graiche Junior destaca que as renegociações foram feitas, em média, por um período de dois a quatro meses. “Alguns acordos consideraram o pagamento parcelado; outros o desconto puro e simples, sem recuperação futura”, diz. Ele afirma que foram levadas em conta as comprovações de perda ou de redução de renda por parte dos inquilinos.

QuintoAndar: 25 milhões em aluguéis renegociados

Para facilitar as negociações durante a pandemia, a plataforma de venda e locação de imóveis QuintoAndar criou um canal direto entre inquilinos e proprietários. Os descontos, neste caso, vão de 5% a 90% e têm uma duração média de três meses. “Essa é uma forma de chegar a uma solução mais rápida, equilibrada e justa para os dois lados. Se de um lado temos os inquilinos com a renda afetada, de outro temos muitos proprietários para os quais o valor do aluguel representa uma parcela significativa de sua renda”, diz Arthur Malcon, gerente-executivo de estratégia do QuintoAndar.

Segundo ele, o ideal é que o inquilino seja transparente com o proprietário e relate em detalhes os motivos pelos quais precisa renegociar. “Isso demonstra a disposição de manter o contrato em dia”, afirma. Desde que a startup lançou o seu “Negociômetro”, no início da pandemia, mais de 121.000 pessoas foram beneficiadas direta ou indiretamente, considerando inquilinos e seus familiares. Em valores, isso significa R$ 25 milhões em renegociações ou parcelamentos. Para apoiar quem teve dificuldade para pagar o aluguel por causa da crise, o QuintoAndar também passou a oferecer parcelamento no cartão de crédito.

Seguro-fiança

Com a pandemia, o mercado imobiliário teve que lidar com mais um efeito colateral: a inadimplência. De acordo com o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, em julho foram protocoladas no município de São Paulo 1.600 ações relacionadas a locações – um aumento de 24% em relação a junho, e de 13,2% quando comparado ao mesmo período do ano passado.

Para lidar com atrasos nos aluguéis, o mercado oferece garantias como o seguro-fiança, que prevê a cobertura do pagamento mesmo em caso de inadimplência. “Desde o início da pandemia, nos organizamos para buscar as melhores soluções para proprietários, locatários e imobiliárias”, diz Patrícia Garcia Nunes, gerente de sinistros da Too Seguros.

Uma das cinco maiores empresas em emissões de seguro-fiança locatícia do país, a companhia estendeu, durante a pandemia, o parcelamento dos aluguéis em atraso, flexibilizou o prazo de comunicação em casos de sinistros para inadimplências e suspendeu a necessidade de reconhecimento de firma do contrato de locação. “Em tempos de pandemia, contar com uma seguradora que consiga realizar todo o processo – de pagamento da inadimplência à assessoria jurídica – traz tranquilidade e segurança para inquilinos, proprietários e imobiliárias”, afirma Priscila de Cunto Mckenzie, gerente-executiva do canal de corretores da Too Seguros.