Fundo imobiliário em ativos do agro: conheça a estratégia da Quasar

Programa FIIs em EXAME, com o professor Arthur Vieira de Moraes, recebeu as gestoras do primeiro FII do país focado em estrutura e armazenagem para o agronegócio
A tese de investimento do fundo agro da Quasar em ativos como armazéns e silos tem como premissa a importância do setor para o país | Foto: Gabriela Biló/Estadão Conteúdo (Gabriela Biló/Estadão Conteúdo)
A tese de investimento do fundo agro da Quasar em ativos como armazéns e silos tem como premissa a importância do setor para o país | Foto: Gabriela Biló/Estadão Conteúdo (Gabriela Biló/Estadão Conteúdo)
Por Da redação Publicado em 08/10/2021 18:32 | Última atualização em 08/10/2021 20:56Tempo de Leitura: 3 min de leitura

Investir em agro, infra e imobiliário. Essa é a estratégia adotada pela Quasar Asset. No ano passado, a gestora lançou o primeiro fundo do país focado em investimentos em estrutura e armazenagem, o QAGR11. O fundo imobiliário Quasar Agro é focado em estruturas (imóveis) de armazenagem para a cadeia do agronegócio.

Os ativos-alvo são empreendimentos imobiliários que tenham como finalidade a infraestrutura, a armazenagem ou o processamento de produtos que gerem receita por meio de sua locação, em contratos de no mínimo cinco anos. 

Segundo a Quasar, o objetivo é investir em segmentos pouco explorados no país e com grande potencial, que podem ser um diferencial na carteira do investidor. Nesta sexta-feira, dia 8, o professor Arthur Vieira de Moraes, especialista em fundos imobiliários da EXAME Academy, entrevistou no programa FIIs em EXAME as gestoras Cristina Tamaso e Sofia Caccuri, da Qasar. O programa vai ao ar toda sexta às 15h no canal da EXAME Invest no YouTube. 

Sofia Caccuri explicou que a tese de investimento do fundo agro da gestora tem como premissas a importância do setor para o país e a expectativa de crescimento. Ao mesmo tempo, considera o fato de que o Brasil tem um déficit no setor de armazenagem.

A orientação da ONU é que cada país tenha armazenado o equivalente a 120% do que produz, para ter uma “gordura” em caso de imprevistos como quebras de safra etc., o que significa um déficit de 80 milhões de toneladas. “O nosso fundo atua em um setor muito pujante e para resolver um problema que existe no agronegócio.” 

Caccuri explicou que o QAGR11 é um fundo de tijolo, mas, ao mesmo tempo, avalia o risco de crédito dos locatários. Os contratos de locação são de longo prazo, em média 8,5 anos. Se o locatário quiser sair antes ele terá que pagar todo o aluguel. O fundo tem dois locatários: BRF (BRFS3) e Belagrícola.

O fundo tem 12 ativos, sendo 11 para armazenagem e um refrigerado para armazenagem de margarina. “São cerca de 606 mil toneladas de capacidade instalada dos nossos ativos. Isso é menos de 0,4% da capacidade total do Brasil. Temos muito espaço ainda.”

Além do fundo agro, as gestoras explicaram a estratégia do Fundo Quasar Crédito Imobiliário (QAMI11). Trata-se de um fundo de papel que direciona todos os seus recursos para investir em certificados de recebíveis imobiliários (CRI).

Adicionalmente, o fundo também poderá investir em LCI, LH, debêntures imobiliárias, cotas de FIDC, cotas de FII e em outros ativos financeiros, títulos e valores mobiliários. O IPO do fundo ocorreu em abril deste ano.

Ficou interessado? Assista ao programa FIIs em EXAME com a Qasar: